Campo

Foto: Divulgação

A área plantada de algodão no Tocantins ocupou seis mil hectares na última safra, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a mesma entidade, a estimativa para a próxima safra é um aumento de 42%, chegando a 8,5 mil hectares de área plantada. Porém, nesta quarta-feira, 15, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a portaria 30, de 13 de janeiro de 2014, em que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) retira o Estado do Tocantins da zona de exclusão para o plantio do algodão transgênico. Com isso, a tendência é aumentar ainda mais o plantio na região.

Segundo o engenheiro agrônomo da coordenadoria de desenvolvimento vegetal da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), Genebaldo Queiroz, o algodão geneticamente modificado é mais resistente às pragas. Por isso, gera redução nos custos de produção e aumento da produtividade. Com a liberação, o Estado deve atrair produtores de outras regiões, pois passa a ser o único estado da região norte apto para o plantio do algodão transgênico. “O Tocantins tem condições de clima, solo e logística que favorecem a produção e o escoamento do algodão para indústrias têxteis e alimentação animal”, afirma Queiroz.

Para o produtor do município de Dianópolis, Airton Gorgen, a publicação da portaria é bem oportuna, e torna o cultivo de algodão no estado novamente viável. “Não plantei desta vez porque perdi 60% da lavoura na safra 2012/2013 a um custo muito elevado. Sem essa liberação, o algodão poderia desaparecer no Tocantins”, afirma Gorgen, que também garante que voltará a plantar algodão na próxima safra.

No fim de dezembro de 2013, o secretário executivo da agricultura e pecuária, Ruiter Padua, havia se reunido em Brasília com o ministro da agricultura, pecuária e abastecimento, Antônio Andrade, para solicitar a assinatura da portaria. Na ocasião, Padua afirmou que o plantio do algodão transgênico era uma demanda urgente e muito aguardada por produtores tocantinenses. (Ascom/Seagro)