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O Estado do Tocantins passou a contar, a partir desta última segunda-feira, 31, com uma ferramenta de combate à lavagem de dinheiro e à corrupção: o Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (Lab-LD), instalado no Ministério Público Estadual (MPE), viabilizado por meio de uma parceria entre a instituição e o Ministério da Justiça (MJ).

Com o laboratório, inaugurado na tarde de segunda, as investigações envolvendo crimes contra a administração pública, práticas de improbidade, crimes financeiros e organizações criminosas, entre outros, se torarão mais rápidas e precisas. Isso porque o laboratório trabalhará com a análise e o cruzamento de dados cadastrais, fiscais, bancários e patrimoniais, tendo capacidade para operar um grande número de informações, segundo explicou o coordenador da Rede Nacional de Laboratórios contra a Lavagem de Dinheiro, Roberto Zaina, da Secretaria Nacional de Justiça, presente à solenidade de inauguração.

Para estruturar o Lab-LD, o Ministério Público Estadual teve que cumprir uma série de requisitos, estabelecidos pelo Ministério da Justiça. Entre eles, adequar a estrutura das instalações físicas, dotar o laboratório de uma equipe exclusiva, capacitar esse pessoal, instalar hardwares e softwares específicos e firmar convênios com empresas e instituições visando ao compartilhamento de informações. Para tanto, foram necessários mais de dois anos de entendimento entre o MPE e o MJ, segundo explicou a coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Kátia Chaves Gallieta, para quem a concretização desse trabalho é a “realização de um sonho”.

A Procuradoria-Geral de Justiça, Vera Nilva Álvares Rocha Lira, também comemorou a conquista. “Esse laboratório traz novas responsabilidades para o Ministério Público e irá requerer um trabalho árduo por parte de nossa equipe, mas o resultado será compensador, já que se refletirá em benefícios para toda a sociedade, no que se refere ao zelo com os recursos públicos”, avaliou.

O Lab-LD incentiva uma nova cultura investigativa, pela qual se busca não só a prisão dos criminosos, mas também a sua descapitalização, permitindo, assim, a retorno do dinheiro aos cofres públicos.

Brasil

A expectativa é que até março de 2015 todos os estados tenham laboratórios similares em funcionamento, com 43 unidades ao todo, contemplando secretarias de segurança pública, polícias civis, ministérios públicos estaduais, Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal. A unidade do Tocantins é a 23ª do país. (Ascom MPE)