Polí­tica

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Durante discurso na manhã desta terça-feira (08) na tribuna da Assembleia, o deputado Marcelo Lelis (PV) defendeu que a eleição indireta tem que servir para se fazer um amplo debate sobre a situação atual do Tocantins.

O deputado também disse que a falta de políticas públicas de Estado vem provocando a desesperança no povo tocantinense, principalmente pela saúde pública precária, pelas rodovias em péssimas condições de conservação e a falta de segurança deixando a população como refém de bandidos. “Ouvimos a história do ex-prefeito de Pau D´Arco, o Edimar, que foi assaltado, sequestrado e humilhado por bandidos que agiram despreocupados porque na cidade não tinha um policial sequer. Assim estão dezenas de outros municípios do Tocantins, como Arapoema, Monte Santo, Divinópolis, Abreulândia, e tantas outras que sequer têm policiais para defender a população. Em Nova Olinda, um município de pouco mais de 11 mil habitantes, foram registrados 14 assassinatos em menos de seis meses, segundo relato da população. Acredito que, proporcionalmente, seja um dos maiores índices de violência do Brasil”, citou.

Para Marcelo Lelis, a ausência de ações efetivas do Estado vem causando desesperança na população. “Vimos no rosto e ouvimos na voz a desesperança da juventude tocantinense. E isso é o que mais me preocupa, porque é a juventude que levará nosso Tocantins para frente. Os jovens estão sem esperança porque não têm oportunidades. Em Arapoema, um grupo de jovens tem que pagar caro o transporte escolar para poder fazer um curso universitário em Colinas. Muitos deles estão desistindo porque não têm dinheiro para pagar essa condução. A inoperância do Estado está matando os sonhos dos jovens no Tocantins”, relatou.

As renúncias do ex-governador Siqueira Campos e do ex-vice-governador João Oliveira revoltaram a população e isso fez renascer o sentimento a força na busca pelas mudanças que o Tocantins precisa. “Optamos em reproduzir esse sentimento de indignação do povo tocantinense nesse processo que anseia por mudança. É a renovação da esperança da população que me fortaleceu. É pela renovação da esperança do nosso povo com o futuro do Estado e com as mudanças que o povo merece que tenho o compromisso de não me omitir neste momento. A minha voz não podia se calar diante de um fato tão grave como esse. Não vou carregar sobre as minhas costas o peso da omissão”, reforçou.

O deputado do PV citou ainda que o povo decidirá como todo esse processo terminará. “Estão enganados aqueles que acham que essa eleição indireta se acaba aqui. Esta eleição só vai terminar no dia 5 de outubro, quando ai sim será a vez do povo, usando da legitimidade do voto, que irá às urnas escolher o futuro do nosso Tocantins”, concluiu.