Polí­tica

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Autor da Comissão Parlamentar de Inquérito, que investiga as aplicações financeiras do Instituto de Gestão Previdenciária (Igeprev) do Tocantins, Sargento Aragão (Pros), cobrou nesta quarta-feira, 9, a imediata instalação da CPI, para que os trabalhos sejam iniciados.

Desde o mês de março do ano passado o deputado Sargento Aragão cobrava esclarecimentos do Igeprev, sobre as aplicações financeiras feitas pelo instituto. O deputado chegou a fazer convite e até convocou o então ex-presidente Rogério Villas Boas, para comparecer na AL a fim de prestar esclarecimentos acerca do assunto. Todas as tentativas foram sem sucesso.

O parlamentar também foi a Brasília e apresentou ao Ministério da Previdência um dossiê com todas as acusações que embasaram o pedido de CPI.  Aragão também repassou a situação do Igeprev ao ministro Joaquim Barbosa, em sua passagem pelo Tocantins em novembro do ano passado.

Além de Aragão os deputados José Roberto Forzani e Eli Borges também cobraram o início dos trabalhos na comissão.

“Foi o maior rombo da história isso precisa ser averiguado logo”, pediu Eli que foi seguido por José Roberto: “Vamos deixar de embromação e partir para a apuração. A população quer saber as respostas”, pediu.

Rombo

Sargento Aragão já havia estimado um rombo de mais de R$ 300 milhões feito nos cofres públicos. Entre ele está a liquidação extrajudicial da empresa Diferencial Corretora de Títulos e Valores, por parte do Banco Central. A empresa administrava cerca de R$ 150 milhões do Fundo Previdenciário, o que corresponde a 5% do saldo estimado dos R$ 2,5 bilhões do fundo.

Uma auditoria feita no Igeprev no início de 2013 demonstrou outra face cruel da administração do patrimônio. De cerca de R$ 3 bilhões do instituto, o Igeprev tinha aplicado no FI Onix RF LP o equivalente a R$ 272 milhões e 740 mil. Sendo que o Igeprev é o único cotista deste fundo.

No balanço patrimonial do Igeprev em junho de 2012, consta como valor total de aplicações o montante de R$ 2.111.614.287,39.  No DAIR (Demonstrativo das Aplicações e Investimentos dos Recursos), foram informados R$ 2.392.851.334,82. Uma diferença, portanto, de R$ 281 milhões. Para justificar, o Igeprev teria informado aos auditores que era uma imposição Secretaria da Fazenda e que R$ 175.571.201,64 referiam-se a previsão de perdas.