Palmas

Foto: Divulgação A Guarda Metropolitana de Palmas dispõe atualmente de um efetivo de 190 membros A Guarda Metropolitana de Palmas dispõe atualmente de um efetivo de 190 membros

Um guarda metropolitano que prefere não identificar-se, informou ao Conexão Tocantins que a Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) só estaria com três viaturas disponíveis para atender os cidadãos palmenses no que se refere à sua competência e ainda disse que o órgão não possui qualquer planejamento no combate à poluição sonora na capital que tanto tem tirado o sossego dos cidadãos. 

“O fato é que no universo de 191 GMP's (guardas) operacionais e 9 viaturas, apenas 3 viaturas são utilizadas para atendimentos via SIOP (poluição sonora e todas as demais demandas) além de uma para o patrulhamento ambiental e outra para o superior hierárquico de plantão prover suporte a todos os GMP's que estão trabalhando. As demais quatro viaturas ficam paradas. Então como pode-se atender uma demanda de mais de 200 mil habitantes com 3 viaturas? Quando não com duas?”, questionou o guarda metropolitano.

A Guarda Metropolitana, por sua vez, informou ao Conexão Tocantins que os três veículos que configuram como patrimônio da GMP estão destinados a leilão, sendo retirados de patrulhamento, por determinação do executivo. Das 6 viaturas disponíveis atualmente, 1 destina-se ao atendimento de ocorrências no Plano Diretor Norte; 1 para atendimento a ocorrências na Plano Diretor Sul; 1 para atendimento a ocorrências na região sul (Aurenys, Taquaralto, etc); 1 para Patrulhamento Ambiental; 1 fica à disposição dos trabalhos administrativos e 1 é utilizada pelo supervisor diário.

A Guarda Metropolitana de Palmas informou ao Conexão Tocantins que dispõe atualmente de 6 viaturas locadas, um efetivo de 190 guardas, onde 5 equipes de 22 guardas ficam em escala de revezamento, 31 são músicos da banda e 49 atuam em funções administrativas.

Segundo a GMP, os guardas distribuídos em viaturas estão sob a orientação do Sistema Integrado de Operações Policiais. “Todas as equipes de viaturas estão sob as orientações do SIOP e, portanto, todos estão aptos a atenderem ocorrências diversas, inclusive relacionadas a poluição sonora e perturbação do sossego público”, informou a GMP. 

Foco da GMP 

O guarda metropolitano que não quis se identificar salientou que o foco do administrativo da GMP é suprir os postos fixos da Prefeitura e guardas que trabalham nos prédios da prefeitura. “O foco do administrativo da GMP é suprir os postos fixos da Prefeitura. Tanto que se um GMP de um posto fixo se ausentar (problema de saúde ou outro motivo) obrigatoriamente uma das viaturas tem de ter sua equipe desfeita para que possa realocar o GMP ao posto de serviço. No meu ponto de vista a administração da GMP subutiliza seu potencial pela pura falta de interesse e compromisso e com isso a população padece”, disse o guarda.

Já a Guarda Metropolitana de Palmas, informa que o efetivo destinado a segurança em postos fixos, atendem aos postos que até então exigem presença física, ostensiva do agente de segurança em cumprimento de determinação do executivo e cita que na constituição é assegurado a segurança  órgão públicos. “Se justifica na vocação legal da corporação, conforme a Constituição da Federal Artigo 144, Parágrafo 8º. Em que pese o projeto Guardião Eletrônico, segurança eletrônica que possibilita maior cobertura".

Segundo a GMP a ONU recomenda o número de 1 policial a cada 250 habitantes, e a Guarda contabiliza que no caso de Palmas, seria necessário em torno de 1.031 agentes de segurança envolvendo o efetivo da Guarda Metropolitana e Polícia Militar. Entretanto, segundo a GMP, por ambas, sofrerem com a carência de recursos humanos, é elaborado um plano gradativo de Provisão dos Quadros distribuídos nos anos de 2015 a 2017 com perspectiva de formação de 221 guardas.

Esse plano gradativo, segundo a GMP, refere-se a proposta que está em análise pela Guarda para realização de concurso público com chamadas em 4 etapas. Ainda segundo a GMP, o efetivo proposto leva em conta a demanda dos setores, a previsão de aposentadoria de guardas nos próximos 4 anos, a perspectiva da ONU em relação ao número ideal mediante a população, evasão de servidores, o tempo de 12 anos sem realização de concurso dentre outros fatores considerados no plano.