Economia

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O Programa Norte Competitivo poderá, em breve, ser incluído entre os programas prioritários do PAC 3, do Governo Federal. O assunto foi discutido na manhã da última quinta-feira, 5, no Ministério da Integração Nacional (MI), em Brasília. Articulada pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), a reunião contou com a presença do primeiro escalão do Ministério, que reconheceu a importância do Programa para solucionar velhos problemas de logística de transporte na Amazônia Legal.

Criado pela Confederação Nacional das Indústrias e pela Ação Pró-Amazônia, o Norte Competitivo levantou os gargalos e os investimentos necessários para melhorar a infraestrutura de transportes da Região. A Amazônia engloba os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e responde por 8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, mas enfrenta gargalos significativos para escoar essa produção. Se nenhum investimento for feito até 2020, pelo menos 13 malhas rodoviárias, ferroviárias e fluviais estarão sendo utilizadas acima da capacidade limite e quatro portos estarão com gargalos. Para modernizar a logística da Região, é preciso investir R$ 13,7 bilhões em pelo menos 73 projetos. “Esse investimento se pagaria em menos de quatro anos, em função de uma redução do custo com transporte. Atualmente, os estados da região da Amazônia Legal gastam o equivalente a R$ 17 bilhões por ano com custo logístico”, explicou Renato Pavan, representante da Empresa Macrologística, consultora do Programa.

Em 2009, a Sudam se juntou à Ação Pró-Amazônia para articular a execução do Programa, que até hoje não saiu do papel. “A execução dos projetos é fundamental para a Região, além disso, vem ao encontro dos objetivos do Programa de Integração Intrarregional da Sudam”, disse o superintendente da Sudam, Djalma Mello. A Superintendência financia o estudo dos microeixos de transporte, em complementação aos macroeixos já definidos pelo Norte Competitivo.

O secretário-executivo do MI, Irani Ramos, e a secretária de desenvolvimento regional, Adriana Alves, se comprometeram a levar a questão para o ministro, Francisco Teixeira. O primeiro passo será levar a demanda ao Ministério do Planejamento, responsável pela gestão do PAC e, depois à presidente Dilma. “Acertamos que para o PAC 3 serão incluídos quatro ou cinco projetos prioritários do Programa”, informou Mello, que adiantou que desde já será feita uma grande mobilização junto aos governadores e bancadas federais para apressar essa inclusão.