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Economia

Foto: Antônio Gonçalves

Foto: Antônio Gonçalves

Uma festa que vai entrar para história, em número de público e principalmente para as pessoas que esteviram diretamente ligadas ao evento. O 22º Arraiá da Capital foi também de oportunidades e os comerciantes dentro do circurto São joão das Palmas comemoram as boas vendas. Ao todo, foram montadas 36 barracas com variedades em comidas típicas, e cada uma buscou atrair a clientela com a variação de receitas, a originalidade  de pratos típicos regionais.

Além da disputa das quadrilhas na arena, os comerciantes também disputaram pontuação quanto à melhor barraca, ao prato típico regional e atendimento. E nesta mistura quem saiu ganhando também foi o público que, segundo estimativa, foi de mais 30 mil pessoas durante os 4 dias de Arraiá.

Quem passou pela grande praça alimentação teve também a oportunidade de fazer uma viagem pelo Brasil através dos sabores, bem como  conhecer o preparo de pratos do Nordeste, como a buchada de bode e carne-de-sol. De Minas, o feijão tropeiro; a pamonha do Centro-Oeste; do Sul, os embutidos como a linguiça defumada; e do Norte, o chambari.   

Entre os 36 barraqueiros, Dona Maria das Dores, foi a vencedora, cumprindo todos os quesitos do regulamento, e o prato apresentado por ela foi simples, “Galinha Caipira à moda da roça”. Para chamar a atenção e atrair os fregueses ela usou como artifício a decoração com destaques para os bonecos de noivos de todas a quadrilhas do Arraiá.

Dona Maria das Dores da Barraca “Só Filé”, conta que apostou no bom gosto do público. “Estou muito satisfeita em ter a oportunidade de trabalhar neste evento, por noite eu cheguei a vender mais de 400 porções, também vendi arroz doce. Quem veio na festa é porque gosta  e demonstrou ser um povo culto por valorizar nossas raízes”, disse das Dores.

Outra que também faturou alto no evento foi a comerciante, Alessandra Nascimento da Barraca da Vitoria. Na segunda noite ela teve que dobrar de três para seis o número de atendente e da conta do recado. Por noite segundo Alessandra, a média de venda somente de porção de feijão tropeiro, arroz carreteiro e linguiça assada variou entre 1.600 a 2.000 por noite. “A gente tem que agradecer muito por esta festa existir é uma oportunidade para reforçar o nossos ganhos”, disse.  

Mas a festa não ficou restrita somente aos moradores da região Sul, o Arraiá recebeu pessoas de várias partes de cidade, como os  casais, Ludmila Couto e Rodrigo Gonçalves, Joice Modesto e Leandro Torres que moram no centro e foram assistir à festa. Os casais disseram ficar encantados com a festa:  foi  primeira vez que foram ver as quadrilhas, e o grupo foi unânime em afirmar que foram surpreendidos pelo grande número de pessoas e qualidade na apresentação das quadrilhas. “Isso aqui está muito cheio, mas percebemos a integração das pessoas em torno da festa, a gente nem imaginava que seria assim”, enfatizou Ludmila. (Secom Palmas)