Saúde

Foto: Josy Karla

A campanha de incentivo à doação de sangue do Ministério da Saúde, lançada em junho, ressalta a necessidade da ampliação do número de bolsas disponíveis em razão do crescimento de diversas áreas da saúde pública, como cirurgias e atendimentos de urgência. No Tocantins, o governo do Estado, através da Hemorrede, já vinha intensificando a capitação de doadores e agora reforça a necessidade constante de doação.

Geysy Medeiros, captadora de doadores da Hemorrede, explicou que o trabalho de intensificação de coletas já vinha sendo feito no Estado, mas que a campanha busca que as doações de sangue acompanhem o aumento de procedimentos que têm sido ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Houve aumento no número de cirurgias eletivas, por exemplo, e a doação tem que acompanhar esse fluxo”, explicou.

Para conseguir um número maior de doadores, este ano, a faixa etária para doação foi ampliada. Agora, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar, sendo que os jovens de 16 ou 17 anos só poderão doar com autorização dos responsáveis legais. Além disso, a Hemorrede do Tocantins desenvolve campanhas de incentivo nas redes sociais, realiza coletas em pontos da cidade e coletas programadas em empresas ou universidades, assim como campanhas de conscientização e sensibilização da população. No interior do Estado, há unidades da Hemorrede em Gurupi, Porto Nacional, Augustinópolis e Araguaína.

Clayzer Duarte é doador de sangue há três anos e disse que procura doar constantemente. “Eu acho muito bom e é uma forma de ajudar as pessoas que necessitam”, afirmou.

Mantendo o Slogan de 2013 - “Seja para quem for, seja doador” -, o Ministério da Saúde busca que as pessoas doem sangue quando possível, não apenas quando há a necessidade de algum conhecido. “Temos que pensar que alguém que não nos conhece pode fazer uma doação que nos favoreça. Então alguns podem doar, mas todo mundo pode precisar. Ninguém está livre de precisar de uma doação”, disse a captadora de doadores da Hemorrede.

Carlito Alves da Silva estava doando para um amigo, mas afirma que gosta de doar mesmo quando não conhece ninguém que precise. “Sempre venho quando tem algum conhecido que precisa, mas já doei duas vezes sem saber de ninguém que estava precisando”, contou.

Geysy Medeiros disse acreditar que a campanha terá êxito e que mais pessoas buscarão o Hemocentro para doar. “Começamos o trabalho e ele é gradual. É preciso que as pessoas tenham o hábito de doar. À medida que as pessoas vão tomando conhecimento, sabemos que vai aumentar o número de doadores”, comentou. (ATN)