Cultura

Foto: Fred Salomé

Promovida pelo grupo universitário Kizomba Arco-Íris, com o apoio dos movimentos sociais, da Prefeitura de Palmas por meio da Superintendência de Políticas Públicas para as Mulheres, Direitos Humanos e Equidade (Sumudhe), da Universidade Federal do Tocantins e da Defensoria Pública, a 11ª Parada da Diversidade do Estado do Tocantins, que aconteceu no último domingo, 06, reuniu mais uma vez, a população tocantinense em defesa dos direitos da comunidade LGBT.

Com o tema “Diversidade das Cores: Um movimento pela criminalização da homolesbotransfobia”, o evento teve início às 10 horas e permaneceu em concentração até às 18 horas, quando saiu em passeata rumo à Avenida Palmas Brasil.

Cerca de 10 mil pessoas estiveram na festa pedindo a equiparação dos direitos e políticas contra a discriminação. A Parada reuniu pessoas de Palmas e diversas outras cidades do Tocantins, como Araguaína e Gurupi que vieram em caravana.

Segundo Lucas Nunes, um dos organizadores do evento, a escolha do tema aconteceu em debate na perspectiva de mobilizar o poder público para a defesa dos direitos da população. “Até hoje não temos uma lei aprovada que criminalize os atos homofóbicos, precisamos mudar esta realidade”. Vale lembrar que Palmas é a terceira capital brasileira com maior número de crimes ligados a homofobia, em termos relativos, conforme relatório apresentado pelo grupo Gay da Bahia.

Thássio Carvalho, também organizador, destaca a oportunidade de aproximar o público LGBT de todo o Tocantins e de somar forças à luta. “É gratificante saber que estamos acrescentando nossa luta nas ruas, melhorando a perspectiva de políticas públicas LGBT no Brasil”, afirma.

Para o gerente de Equidade da Sumudhe, Fábio Coêlho, esse é um momento muito importante para a luta LGBT, bem como pela questão da equidade. “Essa é uma bandeira que a Prefeitura de Palmas vem levantando, a equidade de direitos de todos e todas, pensando, não só a questão LGBT, mas a questão de todas as minorias. É importante para nós participarmos e apoiarmos um evento que mostra para a sociedade que ser diverso e plural é ser humano.”

Concentração

Antes de sair em passeata, a reunião foi realizada em frente à entrada do Parque Cesamar. Houve intervenções, como oficina de cartazes, apresentações artísticas e o concurso Miss Parada 2014.

A eleição do Concurso este ano foi realizada pelo público, as candidatas que se apresentaram tiveram de conquistar a simpatia da população presente que escolheu Gabriela Spanic, após sua apresentação no Miss Parada 2014. Emocionada, Gabriela disse que havia participado em outras edições, mas não conseguia levar o título. “Para mim significa muita coisa, é o maior orgulho poder representar a classe, estou muito feliz”, conta.

Realizada pelo Movimento Universitário de Diversidade Afetivo Sexual, a oficina de cartazes levou à Parada, confecção de cartazes de afirmação LGBT no intuito de levar uma visão politizada ao evento. “Desde 2012, o MUDAS participa da Parada trazendo intervenções, acreditamos que devemos ocupar todos os lugares para mostrar que existimos”, afirma Breno Andrade, integrante do Movimento.

A Parada da Diversidade Sexual é um momento não apenas de festa, mas de luta por direitos. Participante do evento, Aline Kelly mostra que esta luta deve ser de todos. “Não é um movimento dos homossexuais, das lésbicas, das bissexuais, dos travestis, é um movimento que a sociedade em si tem que lutar junta, pois é um movimento pela vida, pelos direitos humanos”, pontua. (Secom Palmas)