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Está marcada para a próxima terça-feira, 26, às 15 horas, a presença do atual presidente do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado (Igeprev), Francisco Flávio Sales Barbosa, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Igeprev na Assembleia Legislativa (AL). A data foi marcada na manhã desta terça-feira em reunião da Comissão. A convocação foi realizada pela CPI após solicitação do deputado estadual Sargento Aragão (Pros). O parlamentar também foi o autor do pedido de instalação da CPI. A Comissão investiga as aplicações financeiras e denúncias de verbas do Igeprev.

“Vou confrontar o atual presidente do Igeprev [Francisco Flávio Sales], e ele vai ter que nos informar realmente o quer aconteceu com os investimentos do Instituto. Precisamos saber na verdade quando, quanto e como investiu e se esse investimento já rendeu e o que rendeu. Eles vão ter que dizer o que aconteceu com esse dinheiro que é dos servidores”, afirmou Aragão.  

Aragão ainda afirmou que vão ter que dar conta do dinheiro roubado do Instituto. “Vão ter que dar conta do dinheiro dos servidores do Tocantins. Não quero nem saber quem e em qual época fez o desvio dos recursos dos nossos servidores, vai ter que dar conta desse dinheiro”, destacou.  

Desde o mês de março do ano passado o deputado Sargento Aragão cobrava esclarecimentos do Igeprev, sobre as aplicações financeiras feitas pelo instituto. O deputado chegou a fazer convite e até convocou o então ex-presidente Rogério Villas Boas, para comparecer na AL a fim de prestar esclarecimentos acerca do assunto. Todas as tentativas foram sem sucesso.

O parlamentar também foi a Brasília e apresentou ao Ministério da Previdência um dossiê com todas as acusações que embasaram o pedido de CPI.  Aragão também repassou a situação do Igeprev ao ministro Joaquim Barbosa, em sua passagem pelo Tocantins em novembro do ano passado.

Rombo

Sargento Aragão já havia estimado um rombo de mais de R$ 300 milhões feitos nos cofres públicos. Entre ele está a liquidação extrajudicial da empresa Diferencial Corretora de Títulos e Valores, por parte do Banco Central. A empresa administrava cerca de R$ 150 milhões do Fundo Previdenciário, o que corresponde a 5% do saldo estimado dos R$ 2,5 bilhões do fundo.

Uma auditoria feita no Igeprev no início de 2013 demonstrou outra face cruel da administração do patrimônio. De cerca de R$ 3 bilhões do instituto, o Igeprev tinha aplicado no FI Onix RF LP o equivalente a R$ 272 milhões e 740 mil. Sendo que o Igeprev é o único cotista deste fundo.

No balanço patrimonial do Igeprev em junho de 2012, consta como valor total de aplicações o montante de R$ 2.111.614.287,39.  No DAIR (Demonstrativo das Aplicações e Investimentos dos Recursos), foram informados R$ 2.392.851.334,82. Uma diferença, portanto, de R$ 281 milhões.  Para justificar, o Igeprev teria informado aos auditores que era uma imposição Secretaria da Fazenda e que R$ 175.571.201,64 referiam-se a previsão de perdas.