Polí­tica

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O presidente Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Júlio César Brasil recebeu nesta semana, no Comitê da Presidenta Dilma, em Palmas, uma carta aberta idealizada por mulheres tocantinenses que apoiam a reeleição de Dilma. 

O texto da carta traz clara a repulsa das autoras perante ao que chamaram de atitudes “machista” e “grosseira” do candidato Aécio Neves. Elas alegam que em seus debates e programas de TV Aécio teve postura "preconceituosa" e "desrespeitosa" com a Presidenta do Brasil que representa todas as mulheres e homens deste País.

Segue manifesto na íntegra:

"Carta aberta das mulheres Tocantinenses à candidata Dilma"

Nós, mulheres tocantinenses, vimos neste ato “Mulheres com Dilma”, realizado em Palmas, no dia 19 de outubro, na Praça do Bosque, REPUDIAR A ATITUDE DO CANDIDATO AÉCIO NEVES, que nos debates promovidos pelos meios de comunicação e em seu horário eleitoral, tenta desqualificar a Presidenta Dilma, a chamando de “mentirosa”, “leviana” e “ignorante”; e ainda, por meio de seu discurso e atitudes, menospreza e busca intimidar a participação das mulheres na política, assim como fez com Luciana Genro (PSOL).  Mas Dilma, mulher de coração valente, reagiu às suas grosserias, com a firmeza de quem tem a certeza que no Brasil de hoje, lugar de mulher também é na política.

Dizer ainda que há lugares “que normalmente as esposas dos políticos ocupam" é uma atitude machista de alguém que ignora a luta histórica das mulheres para garantir o direito à participação na política institucional.  Certamente, desconhece que muitas mulheres dedicaram e dedicam a sua vida à luta por uma sociedade mais igualitária entre mulheres e homens. Os desafios ainda são grandes, principalmente em função da cultura machista enraizada em nossa sociedade, resultando em uma pequena participação das mulheres na política e outros espaços de decisão. Mas sabemos que caminhamos na direção correta, tendo em vista que hoje, muitas estão em espaços nunca antes ocupados, a exemplo da própria Presidenta Dilma, primeira mulher a governar o Brasil.

O Tucano deu um show de machismo, ao se referir às mulheres como “donas de casa” e aos homens como “trabalhadores”. Essas expressões apenas reforçam a divisão sexual do trabalho, onde as mulheres são, em geral, responsabilizadas pelo trabalho doméstico, limitada ao ambiente privado, e os homens ao trabalho produtivo na esfera pública. O trabalho doméstico é de suma importância na organização social, contudo atualmente as famílias brasileiras abraçam cada vez mais a gestão compartilhada deste trabalho entre homens e mulheres. Muitas mulheres conciliam o trabalho doméstico com a vida profissional e outras ainda optam por este trabalho. Entretanto, considerar a mulher brasileira como “dona de casa” é limitar a sua autonomia e participação social. Demonstra a visão preconceituosa e retrógrada de muitos que entenderam durante tantos anos que a mulher não poderia ocupar espaços de decisão. Demonstra também, por parte do candidato, desconhecimento dos indicadores que demonstram que nos governos Lula e Dilma, as mulheres estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho.

O candidato disse ainda que se eleito vai se empenhar para que o salário das mulheres seja “mais próximo ao dos homens”.  Uma defesa que contraria a própria Constituição Federal que assegura direitos iguais, entre homens e mulheres. É inconcebível que nos dias atuais a discriminação ainda ronde o mercado de trabalho, inaceitável que um candidato a Presidente da República diga que vai se empenhar para tornar próximo, quando a federação precisa de politicas públicas que assegurem às mulheres rendimentos iguais para trabalho igual, sem que haja distinção de qualquer natureza.

Optamos por apoiar Dilma Rousseff, pois em seu governo foram implementadas políticas públicas que possibilitam a autonomia e a igualdade de direitos, a ampliação dos espaços de debate, por meio do apoio à criação nas diferentes esferas de governo de Conselhos de Direitos da Mulher e de Planos Municipais de Políticas para as Mulheres, o apoio à criação de Secretarias da Mulher nos municípios e o fortalecimento de Organismos de Políticas para as Mulheres.

Outros programas e ações importantes para possibilitar a autonomia da mulher implantados por este governo são o “Selo Pró Equidade de Gênero e Raça”; “Promoção da Autonomia”  programa de suporte aos Arranjos Produtivos Locais (APLs) de setores ocupacionais tradicionalmente masculinos; "Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero”; “Mulheres Mil”, que visa à inclusão social de mulheres por meio da oferta de formação focada na autonomia e na criação de alternativas para inserção no mundo do trabalho; “Promoção da Autonomia no Campo e na Floresta”, além do Pronatec – que possibilita vagas gratuitas em cursos de educação profissional e tecnológica.

Para a saúde foi criada a “Rede Cegonha”, que apoia e dá o suporte necessário à gestante durante o pré-natal e parto, com criação de casas de gestante, centros de parto normal, implantação do parto humanizado. O programa “saúde na escola” possibilita ações de promoção e prevenção da saúde nas escolas públicas.

Estamos com Dilma, pois este governo criou uma política de combate sistemático a todas as formas de violência contra a mulher, possibilitou a aplicação da Lei Maria da Penha, aprovada na Gestão do Presidente Lula, por meio do programa “Mulher, Viver sem Violência”. Com unidades móveis presentes em todos os estados brasileiros fazem atendimento especializado para orientar e atender a mulher, ampliando o combate à violência, além de uma rede de proteção ampliada para acolhimento e tratamento de mulheres vítimas de violência (1.104 unidades de atendimento em hospitais de referência, em delegacias e outros órgãos). Para combater o tráfico de mulheres, o Governo Federal instalou nove centros de atendimento espalhados pela fronteira brasileira, principalmente nos locais considerados mais críticos.

Por isso votamos em Dilma 13, porque a sua gestão representa uma gestão de conquistas na consolidação de políticas públicas para mulheres. Nós mulheres, queremos políticas públicas que assegurem a igualdade de direitos e oportunidades para homens e mulheres, como frisa a nossa Constituição. Políticas públicas que respeitem a diversidade de seu povo, queremos uma governante que compreenda que a maior riqueza de seu País é à força do seu povo! Nem mais, nem menos! 

Mulheres do Tocantins com Dilma 13!