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Segundo o IBGE, entre 2000 e 2010, a expansão do sistema escolar brasileiro elevou a frequência escolar. O maior incremento ocorreu para crianças de 4 a 5 anos de idade, cuja frequência a escolar passou de 51,4% em 2000 para 80,1% em 2010. Para a faixa de 6 a 14 anos o percentual mudou de 93,1% para 96,7% e, entre os jovens de 15 a 17 anos, de 77,7% para 83,3%. A evolução foi similar para mulheres e homens.

O percentual de jovens de 15 a 17 anos que cursavam o nível educacional apropriado à sua idade subiu de 34,4% em 2000 para 47,3% em 2010. Essa taxa de frequência escolar líquida no ensino médio para os homens era de 42,4%, 9,8 pontos percentuais abaixo da taxa feminina (52,2%). Do total de aproximadamente 4,9 milhões de jovens entre 15 e 17 anos de idade que frequentavam o ensino médio, observa-se uma proporção maior de mulheres (54,7%) se comparada com a de homens (45,3%).

Membro da Comissão de Educação e vice-presidente da Subcomissão de Reformulação do Ensino Médio, a deputada Professora Dorinha (Democratas/TO) defende mais investimento e reestruturação do currículo do Ensino Médio. “Já vimos discutindo sobre a necessidade de mudar o a base dessa fase do ensino. É preciso adequá-lo para essa nossa realidade, em conjunto com o mundo do trabalho para o jovem já ir se adaptando”, disse.

A democrata defende um enfrentamento em relação à questão curricular. “É muito extenso esse leque de 19 disciplinas no Ensino Médio. É preciso ter uma base nacional e, a partir dessa base, garantir espaço para especificidades regionais com ênfases diferenciadas nas áreas biológica, humanas, exatas, e com foco na educação profissional”.