Polí­tica

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O deputado estadual eleito, Ricardo Ayres (PSB) deixou a cadeira esta semana em razão da volta do titular da pasta, Raimundo Palito (PEN), mas já se prepara para retornar efetivamente no próximo ano, já que foi eleito no pleito de outubro. Ayres foi da coligação do governador Sandoval Cardoso (SD) e participa do grupo de partidos aliados a ele, porém, era muito ligado e foi secretário de Marcelo na gestão anterior.

Segundo ele, as perspectivas para o próximo governo são as melhores possíveis. “Agora com o mandato definitivo acabo tendo mais prestígio e condições de trabalhar. Vou exercer meu papel de fiscalização das ações desenvolvidas pelo próximo governo e principalmente trabalhar a inserção dos jovens no ensino superior e no mercado de trabalho”, disse citando a transformação da Unitins em autarquia estadual o que garantirá que a instituição tenha autonomia financeira e seja de fato pública e gratuita.

Questionado sobre a relação com o governador eleito ele disse que respeita Marcelo e sinalizou:  “Vou estar na Assembleia com espírito público e responsabilidade de lutar pelos interesses do Estado, precisamos dar estabilidade pro próximo governo  e no que eu puder  vou ajudar a construir a estabilidade política”, frisou.

Sobre o retorno do deputado Palito e sua saída como relator da CPI do Igeprev, Ayres comentou que cumpriu com sua obrigação, porém lamentou a descontinuidade dos trabalhos da Comissão. “Fiz o que tinha que fazer, aprovei todas as convocações afinal não fui chamado pra CPI para que terminasse em pizza “, completou.

Eleição da Assembleia

O parlamentar comentou ainda ao Conexão Tocantins sobre a eleição para presidente da Assembleia e diminuiu a discussão sobre nomes. Segundo Ayres, não deve haver divisão entre veteranos e novatos. “Tem muito deputado de primeiro mandato que tem mais experiência dos que estão lá. Não podemos fazer distinção entre novos e antigos, todos tem serviço prestado”, frisou. Ele disse que está conversando com parlamentares de todos os partidos.

“O nome escolhido deve defender a autonomia do poder legislativo e chegar ao consenso em relação ao tipo de Assembleia que vamos ter. Tem que ser uma pessoa que não faça com que a Assembleia se agache mas que  também não promova uma trincheira da oposição”, frisou.

Ayres disse que o partido ainda não definiu como será a relação com o novo governo, mas garantiu: “não queremos ser oposição intransigente”, frisou.