Polí­tica

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O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse no sábado, 29, em Fortaleza que as recentes indicações da presidenta Dilma Rousseff para a equipe ministerial demonstram que o PT, contrário a pelo menos duas delas (Joaquim Levy para a Fazenda e Kátia Abreu (PMDB-TO) para a Agricultura), é um partido em busca de espaço dentro do próprio governo. Para Rui, um governo de coalização com tantos partidos na base aliada “é um governo em disputa”.

“Nós disputamos espaço assim como outros partidos também disputam espaço. O fundamental é que a presidenta da República é filiada ao PT”, declarou Rui, durante reunião da executiva nacional petista, reunida em Fortaleza (CE). Para Rui, ainda há, por parte de adversários do petismo, “uma intolerância muito grande” ao PT depois da reeleição de Dilma.

De acordo com informações da Agência Estado, Rui lembrou o fato de que a senadora Kátia Abreu deixará vaga a cadeira no Senado com a ida ao Ministério da Agricultura. O primeiro suplente de Kátia nas eleições deste ano é Donizeti Nogueira, ex-presidente do diretório estadual do PT em Tocantins, que deve assumir o posto naquela Casa. Segundo Rui, se há quem critique a indicação de Kátia, há petistas “contentes” com a provável ampliação da bancada do PT.

Na sexta-feira, 28,  Dilma participou da reunião do diretório nacional e pediu “maturidade” aos militantes, justificando que a escolha por uma equipe econômica de perfil liberal busca a governabilidade. Petistas mais radicais a haviam criticado pelo fato de ter feito discurso contra corte de gastos durante a campanha eleitoral e, uma vez reeleita, passa a defender justamente o contrário.

“Temos que tomar as medidas necessárias, sem rupturas, sem choques, de maneira gradual e eficiente como vendo sendo feito. Temos que estar unidos. Eu preciso do protagonismo de todos vocês e, neste protagonismo, destaco o PT”, disse Dilma, que discursou por quase uma hora e, segundo o Estadão, agradou à maioria dos militantes petistas. Depois do evento, Dilma foi a uma festa promovida pelo partido na Praia do Futuro, na área leste de Fortaleza.

PT x corrupção

O diretório nacional aprovou no sábado, 29, uma resolução em que defende as ações do PT no combate à corrupção – criação da Controladoria-Geral da União e mais autonomia para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. O documento também aponta o que seria o movimento do PSDB no sentido contrário, impedindo investigações contra o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), o esquema de corrupção no sistema de transporte de São Paulo e os supostos desmandos cometidos pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) durante sua gestão no Governo de Minas Gerais (2003-2010).

“Ao contrário dos governos petistas, não se sabe de nenhuma medida importante tomada pelos governos FHC no combate à corrupção. [...] É, pois, uma afronta à inteligência e à consciência cívica dos brasileiros o PSDB, em conjunto com o sistema de mídia monopolizada, se apresentar como o campeão da luta contra a corrupção, acusando o PT de ser o partido responsável por um alegado aumento da corrupção no Brasil”, diz trecho da resolução, que defende a continuidade da Operação Lava Jato, que desbaratou esquema de corrupção na Petrobras, mas também o afastamento de delegados da Polícia Federal que teriam apoiado Aécio durante a corrida eleitoral.

“É inaceitável que um processo de delação premiada, que corre em segredo de justiça, seja diariamente vazado para órgãos da imprensa, sempre de oposição editorial ao governo Dilma, como já denunciou inclusive o Procurador Geral da República. O próprio TSE já julgou como caluniosa uma gravíssima operação de vazamento seletivo de informações ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais e publicado pela revista Veja. Feitas sempre de modo seletivo, estas informações atribuídas e sem provas têm servido de forma sistemática a uma campanha orquestrada por órgãos de mídia contra o PT”, acrescenta a resolução. (Com informações da Agência Estado)

Por: Redação

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