Polí­tica

Foto: Divulgação Na campanha vários petistas não apoiaram o candidato da coligação do partido Na campanha vários petistas não apoiaram o candidato da coligação do partido

O Partido dos Trabalhadores do Tocantins deve começar em breve uma discussão interna sobre como avaliar os casos de filiados que não seguiram a orientação partidária da legenda nas eleições deste ano.

Foram centenas de filiados que não seguiram a orientação do partido. Segundo informações de petistas, desde vereadores até prefeitos como o da cidade de Riachinho e Esperantina que defenderam abertamente a campanha adversária à do partido, encabeçada pelo governador Sandoval Cardoso (SD) e não apoiaram a reeleição da senadora Katia Abreu (PMDB).

A discussão foi provocada pelo petista Milne Freitas, que concorreu ao cargo de deputado federal pelo partido, logo após a saída do ex-prefeito de Palmas, Raul Filho dos quadros da legenda. “Uns se foram por conta própria, outros permanecem só para provocarem, será que não vai acontecer nada? Esperando ação política do PT/TO”, divulgou Freitas.

O petista articula e diz que vai buscar apoio na base do partido para que a comissão de ética avalie os casos. “Aqueles que quiserem ficar no PT terão que submeter-se ao crivo da maioria de forma democrática e republicana”, disse.

Freitas lembrou que o regulamento interno/estatuto prevê advertência suspensão e expulsão para infidelidade e até perda de mandatos eletivos. “Não é possível que petistas passem a vida toda traindo o partido porque seus interesses pessoais não foram atendidos e não recebam nenhuma punição. Melhor seria se cairmos pela metade do que ficarmos com 12 mil filiados sendo a metade infiel. Decidimos por maioria coligarmos com PMDB para Governo e Senado indicando suplente de senado mais chapa de estaduais e federal. Quem apostou errado que pague pelo erro”, afirmou em entrevista ao Conexão Tocantins.

O presidente do partido, Julio Cesar Brasil participa de evento em São Paulo e não foi encontrado para comentar o assunto.