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O fazendeiro Welligton Lourenço Nunes é alvo de Ação Civil Pública do Ministério Público do Trabalho no Tocantins que o acusa de manter seis trabalhadores em situação análoga à condição de escravos e pede que seja aplicada uma multa de R$ 1 mi por dano moral. Um dos trabalhadores é adolescente e segundo relatou o MPT estaria dormindo num galinheiro onde também convivia com outros animais.

Foram 24 irregularidades encontradas ao todo no local e o MPT pede ainda que o fazendeiro pague R$ 20 mil de indenização para cada um dos trabalhadores que foram resgatados do local.

Os trabalhadores faziam trabalhos rurais para o fazendeiro e não tinham alojamento nem água potável. Uma vistoria realizada pelo MPT em dezembro do ano passado constatou ainda que os trabalhadores viviam em condições degradantes de trabalho e não usam equipamentos para a confecção das cercas.

As propriedades do fazendeiro acusado ficam no município de Arapoema, norte do Estado. O Ministério Público informou ainda que não foi apresentado nenhum contrato de trabalho nem constatado o recolhimento do FGTS.

Lista suja

O Tocantins possui, atualmente, 38 empregadores inclusos na lista suja do trabalho escravo no Estado. O número aumentou com relação ao ano passado quando constavam 34 propriedades. As propriedades onde foram flagrados o regime análogo ao trabalho escravo e inseridas nesta última atualização estão localizadas nos municípios de Santa Rita do Tocantins, Crixás, Natividade, Presidente Kennedy, Dianópolis, Araguacema e Bandeirantes do Tocantins.

A lista traz os nomes de empregadores flagrados na prática de submeter trabalhadores a condições análogas às de escravo, sejam pessoas físicas ou jurídicas. No Estado a maioria é na área rural e em carvoarias.