Polí­tica

Foto: Divulgação

O Conexão Tocantins realizou uma entrevista especial com o presidente da Câmara de Palmas, Rogério Freitas (PMDB) onde ele conta como vem buscando se recuperar da tragédia que vitimou seus pais no mês passado e ainda fala das perspectivas para o mandato de dois anos à frente da Câmara.

Ele revela que sua atuação como presidente do parlamento municipal será transparente e de forma a aproximar o parlamento da sociedade palmense, diz que uma possível reeleição do prefeito Carlos Amastha (PP) depende da população e desabafou: “o acidente foi a maior tragédia da minha vida, mais isso não muda quem eu sou”, disse.

Rogério Freitas com a filha, Stella Joana Freitas, 12 anos de idade, e os pais, José Maria Leda Barros, 65 anos, e Estela Rita de Freitas Barros, 60 anos, saiam de Palmas a caminho de Uruaçu/GO quando sofreram um acidente trágico no mês passado. Os pais do vereador morreram e o parlamentar junto a filha ficaram feridos e foram hospitalizados. 

Confira a íntegra da entrevista:

Conexão Tocantins - Gostaríamos que o presidente analisasse a reviravolta em sua vida nos últimos meses. O senhor tomou posse como presidente da Câmara de Palmas há poucos dias, e gostaríamos de saber como será sua atuação, o que podemos esperar?

Rogério Freitas - Eu não interpreto como reviravolta, mas como uma construção política. E uma construção política não se dá por obra do acaso. A minha atuação como presidente do parlamento municipal será transparente e de forma a aproximar o parlamento da sociedade palmense. Já conversamos com os pares e só falta definirmos as datas para fazermos a Câmara Itinerante, uma vez que as sessões ordinárias acontecem nas terças, quartas e quintas-feiras, em horários que a comunidade está nos seus respectivos trabalhos. Então é muito difícil a sociedade acompanhar os trabalhos legislativo, e nós temos como meta fazer essa aproximação: comunidade e parlamento, e isto nós faremos. 

CT - O prefeito de Palmas, Carlos Amastha, tem um aliado na Câmara de Palmas?

RF- Não apenas um, mas vários. A base do prefeito Carlos Amastha é composta pela maioria dos pares. O presidente da câmara, por presidir o parlamento, precisa zelar pela independências dos poderes. Teremos sim, uma parceria institucional, e essa relação institucional deve acontecer da melhor forma possível, para que a sociedade palmense possa ver as melhorias no bem estar social e nas ações de governo.

CT - Pelo que o senhor vem acompanhando, o prefeito Carlos Amastha vem fazendo um bom trabalho por Palmas? Como que o senhor analisa a gestão Amastha?

RF- Quando falamos de melhoras de serviços temos a mania de adotarmos um parâmetros de comparação. O parâmetro de comparação desta gestão para a gestão que ele sucedeu é um abismo que separa as duas gestão, e isso é público e notório. Nós tivemos inúmeros avanços, Palmas conta hoje com micro e macro drenagem, ainda mesmo que muitos digam que foi com recursos da outra administração, mas não fizeram, e o prefeito Amastha fez gestão. Nós tivemos agora a oportunidade de aparecer em jornais nacionais com a iluminação natalina, e nunca tínhamos passado em nível nacional com algo que pudesse alavancar ou mostrar a nossa cidade como referencial, era sempre como parte negativa. E isso é importante para nossa cidade. O prefeito Carlos Amastha fez um enfrentamento muito importante com relação a planta de valores, e se nós não tivéssemos visto resultado prático sobre esse aumento na arrecadação, aí sim teríamos motivos para reclamar. Mas a nossa cidade tem avançado e a passos largos.

CT– Na sua opinião, o prefeito Amastha está apto à reeleição?

RF- Isso quem vai dizer é o povo.

CT - O senhor acredita que o Amastha terá aproximação de Palmas com a gestão estadual?

RF- Eu não tenho dúvidas disso. Essa relação institucional entre o município e Estado é importante para os dois lados.

CT- Após o acidente de trânsito, como que o senhor está reagindo aos acontecimentos? Sua filha, Stella, já está totalmente recuperada? E o presidente, ainda sente dores, está com alguma sequela, tomando medicamentos, entre outros?

RF- O acidente foi a maior tragédia da minha vida, mais isso não muda quem eu sou. O acidente me fez sofre muito e ainda me faz sofrer com as lembranças, mas eu prefiro agradecer a Deus pelos 37 anos que pude conviver com os meus pais. Agora estamos lutando pela total recuperação da minha filha Stela, que ainda está hospitalizada, mas não corre risco de morte. Eu ainda sinto dores, devido as fraturas que tive, mas nada que comprometa o meu trabalho. Estou fazendo fisioterapia e faço uso de medicamentos analgésicos prescritos pelos médicos.