Opinião

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Inicia-se o ano e um novo livro é aberto para o sistema judicial brasileiro. Nesse contexto, a Ordem dos Advogados do Brasil é uma entidade classista que sempre escreveu sua história com tintas douradas.

As páginas de luta contra a ditadura, por redemocratização, impeachment e, mais recentemente, por aprovação da Lei da Ficha Limpa e da Reforma Política são capítulos que demonstram em letras maiúsculas a importante obra institucional e, sobretudo, de defesa social manuscrita ao longo de décadas.

Na OAB do Tocantins, as vésperas de completar suas bodas de prata, em sua ultima eleição, experimentamos a inédita oportunidade de apresentar para a advocacia uma "chapa única".

Essa condição representativa foi gerada pela aliança entre grupos que integravam a Diretoria da Ordem e a decana Associação Tocantinense dos Advogados (ATA).

Mesmo depois de tanto tempo, essa experiência eleitoral ainda rende calorosas discussões no seio da advocacia. Alguns entendem que a candidatura isolada teria minguado os debates inerentes ao desenvolvimento da entidade, principalmente em uma instituição com trajetória que se confunde com a evolução democrática do país.

No entanto, outros vaticinam que a união da advocacia, depois de mais de duas décadas de disputas, demonstrou à sociedade a maturidade necessária para apresentar um projeto de fortalecimento da classe para os órgãos que compõe o sistema judicial e para os demais Poderes constituídos do Estado, oportunizando a concretização de conquistas antes distantes. 

Nesse entremeio de avaliações, a reunião de diversas perspectivas dentro de um mesmo programa institucional demonstrou, acima de tudo, a importância da integração representativa. 

Sob esse aspecto, ressabe-se que os advogados tocantinenses formam uma classe rica em distinções dentre diversos costumes, especialidades, origens, regiões, aptidões e necessidades; todavia, com a nobre vocação profissional em comum. Do advogado militante em Araguatins ao de Araguacu, do previdenciarista ao trabalhista, do defensor público ao privado, do dirigente ao novel inscrito, essas diferenças reproduzem os variados ângulos de pensamento que elevam a advocacia.

Portanto, 2015 chega com a expectativa de que a OAB-TO represente a advocacia tocantinense, com suas distintas características, anseios e carências; e, nesse condão, há que sonhar o sonho de todos advogados, passando ao largo da armadilha da suficiência em contemplar as pretensões de seus dirigentes. Enfim, bastar-se em si mesma seria cômodo, caso não negasse os legados de sua própria história.

Gedeon Pitaluga Júnior 

É Conselheiro Federal da OAB, Conselheiro da Associação Tocantinense dos Advogados (ATA), membro-confrade do Instituto dos Advogados do Brasil-DF e fundador da Associação Brasileira dos Advogados no Tocantins (ABA-TO) e, sobretudo, advogado em Palmas-TO.

Por: Redação

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