Polí­tica

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A quatro dias das eleições para a mesa diretora e presidência da Assembleia Legislativa as articulações são no sentido de conseguir a maioria já que os dois grupos da Casa de leis afirmam ter vantagem de votos. As articulações e definições vão até o dia da eleição quando muitos votos podem mudar e passam pela indicação dos nomes para os demais cargos da mesa diretora.

A Casa de leis tem 24 deputados, 13 da nova legislatura são novatos e vão definir o pleito. O atual presidente Osíres Damaso (Democratas) faz discurso conciliador e diz que quer ser o único candidato de todos os deputados estaduais porém o grupo pode optar pelo nome do deputado estadual Eduardo do Dertins (PPS).

Em entrevista ao Conexão Tocantins nesta quarta-feira, 28, Dertins disse que há uma chance muito grande de empate e isso favoreceria seu nome. “Meu voto é definido em mim mesmo. Sou pré-candidato, o quadro da Assembleia tem algumas particularidades, estou vendo uma tendência de divisão equilibrada mas tenho hoje muito tempo de mandato e numa situação de empate e isso é favorável ao meu nome”, revelou.

Ele frisou que é o 13º voto do grupo e que não há preferências com relação a nome. “O espírito é de fazer da eleição uma passagem para termos um mandato com tendência de unir os poderes em torno do Estado. O momento favorece a mim e no momento todo mundo vota em todo mundo no nosso grupo”, disse.

Maioria dos deputados concordam que  a definição real de maioria só pode ser de fato considerada nas vésperas das eleições, é o que diz acreditar o deputado estadual Amelio Cayres (SD). “Meu voto é do Damaso mas a eleição é uma incógnita ás vezes pensa que tem maioria e não tem, acredito piamente no grupo dos 13 a informação que  tenho é que estão todos firmes”, frisou o parlamentar que representa a região do Bico do papagaio.

Base do governo

Na base do governo o clima é de muita articulação e conversação para conseguir construir o consenso e principalmente definir o nome do candidato já que disputam a preferência: Toinho Andrade (PSD), Paulo Mourão (PT) e José Bonifácio (PR). Todos já conversaram esta semana com o governador Marcelo Miranda e buscam em conjunto escolher o nome que agrega mais.

Bonifácio já admitiu que mesmo sendo da base dificilmente abrirá mão da disputa e começou a buscar votos dentre os oposicionistas também.