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O Conselho de Administração do Igeprev tomou posse na tarde desta sexta-feira, 30, durante reunião na sede do órgão em Palmas. São 14 titulares e 14 suplentes sob a presidência de José Carlos Rodrigues Bezerra. Uma das primeiras ações do Conselho recém-empossado foi a aprovação por unanimidade do Plano de Investimento do órgão para este ano. Com o plano que traça as diretrizes para os investimentos dos recursos do Igeprev, o Estado busca conseguir a renovação do Certificado de Regularização Previdenciária – CRP.

“Uma das primeiras providências que tomamos desde que assumimos foi organizar o conselho com uma formação representativa, aqui temos pessoas que  representam suas classes. É um conselho de peso e não de faz de conta. Quero contar com a colaboração dos conselheiros nesta gestão. Vamos estabelecer um calendário de reuniões e quero sempre que possível contar com vocês para que possamos presidir com firmeza”, disse o presidente do Instituto, Jacques Silva de Sousa ao recepcionar os empossados.

O presidente do Instituto disse ainda que o governador Marcelo Miranda determinou que o conselho tenha participação nas ações do órgão. “Antes poucos conselheiros participavam. Queremos diferente de como era antigamente”, frisou. O secretário de Planejamento, Davi Torres representou o governador na ocasião.

Os membros do conselho ressaltaram a importância de aprovação do plano. “Tenho a mais profunda e plena consciência de que as ações inerentes a esse conselho tem excelentes intenções na gestão do Instituto”, afirmou o secretário Estadual da Administração, Gefferson Oliveira.

Representantes de servidores e ainda dos aposentados que compõem o conselho relataram que  o plano resgata a confiança na gestão e traz expectativas para novos tempos no Instituto. “Estou aqui nessa equipe em nome dos aposentados, temos que garantir o futuro dos novos aposentados e colocar o Instituto em condições de se reerguer”, frisou Jair Clarindo.

Silva explanou aos conselheiros alguns números sobre as aplicações e os fundos desenquadrados do Instituto em razão de investimentos feitos nas gestões passadas. Um total de R$ 265 milhões já foram perdidos com aplicações e mais de R$ 1 milhão de investimentos em fundos estão com possibilidade de perda. No total, o rombo estimado no órgão passa da ordem de R$ 1 bilhão e atual gestão averígua todas as aplicações realizadas atualmente. “A cada dia descobrimos mais surpresas apareceu investimento até em hotéis e resorts no Nordeste e nós estamos averiguando. Nossa preocupação é recuperar a imagem do Igeprev e fazer com que a colaboração de todos aqui faremos uma gestão com a maior transparência possível”, garantiu.

Plano

Com o novo plano, a atual gestão do Igeprev pretende garantir aplicações seguras e viáveis para evitar perdas. “Queremos fazer aplicações em bancos oficiais, bancos que tenham solidez, não se admite espalhar dinheiro dos servidores em mais de 50 fundos”, frisou o presidente do Instituto. O conselho acordou que o plano será revisado a cada reunião e fará relatórios mensais. Outra deliberação anunciada é a reestruturação do Comitê de investimentos que acompanha as políticas de aplicações.

O plano especifica ainda que  o modelo adotado será de gestão mista e define os limites legais de investimento. A próxima reunião do Conselho será no dia 25 de fevereiro onde serão discutidos o relatório de 2014 do Instituto e ainda o resultado de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas no órgão.

O plano prevê ainda que os recursos financeiros administrados pelo RPPS deverão ser aplicados de forma a buscar no longo prazo um retorno superior ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, acrescido de uma taxa de juros de 6%  ao ano, observando-se sempre a adequação do perfil de risco dos segmentos de investimento. Além disso, devem ser respeitadas as necessidades de mobilidade de investimentos e de liquidez adequadas ao atendimento dos compromissos atuariais.

As informações contidas na política anual de investimentos e suas revisões serão disponibilizadas pelos responsáveis pela gestão do regime próprio de previdência social aos seus segurados e pensionistas, no  prazo de trinta dias, contados da data de sua aprovação, por meio impresso e através da publicação no Diário Oficial do Estado.