Saúde

Foto: Camilla Negre

Funcionando no Hospital e Maternidade Dona Regina, o Serviço de Atenção Especializada às Pessoas em Situação de Violência Sexual (Savis) vem atendendo pessoas de todo o Estado, em parceria com delegacias de polícia e postos de saúde municipais. Somente no mês de janeiro, o Savis registrou 23 atendimentos de novos casos. Em todo ano de 2014 foram contabilizados 202 atendimentos.

Segundo a assistente social Cliseuda da Silva, o Serviço oferece dois tipos de atendimento: o agudo e o crônico. O agudo trata de casos de vítimas que procuram o Savis em até 72 horas após a violência, prazo em que se pode administrar com eficácia a medicação que impede a contaminação de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST, como sífilis, hepatite B e C, HIV/Aids, e a pílula de emergência para evitar uma possível gravidez. “Já o atendimento crônico se dá quando a vítima sofreu abuso no passado, ou sofre constantemente, nesse caso a medicação não é administrada no momento do atendimento, mas é oferecido para a vítima atendimento psicossocial. Além disso, a pessoa passa por exames laboratoriais e, se for o caso, recebe o tratamento específico”, explicou a assistente.

Cliseuda lembra ainda que, independente do atendimento, todas as vítimas são acompanhadas pelo período de seis meses, prazo em que são feitas coletas de sangue e observação quanto a manifestação de alguma DST. “Às vezes somente o psicológico da vítima foi afetado, por isso o acompanhamento de seis meses com o psicólogo serve também para tentar minimizar os danos causados na vida da pessoa”, completou a assistente social.

Além do atendimento psicológico, o Savis do Dona Regina oferece exames de sífilis (VDRL ou RSS), anti-HIV, hepatite B e C, hemograma e teste de gravidez (BHCG).

Capacitação

Para melhorar ainda mais o serviço oferecido às vitimas, os profissionais do Hospital Dona Regina que trabalham com o Savis vão passar por capacitação nos dias 23, 24, 25 e 26 de fevereiro.

Segundo a assistente social do Serviço e facilitadora do curso, Janaína Gomes, o objetivo é capacitar os profissionais para prestar um serviço humanizado e seguro às vítimas. Além disso, a capacitação servirá para ajudar os profissionais a identificar os tipos de violência sexual e sensibilizá-los quanto a ao tema. “É importante para os profissionais entender como funciona a rede de atendimento e aprender como acolher uma vítima”, ressaltou.

O curso será direcionado também aos demais profissionais da rede de atendimento às vítimas de violência, representantes do Ministério Público Estadual (MPE), da Delegacia da Mulher, do Conselho Tutelar e do Instituto Médico Legal (IML). (Ascom/Sesau)