Campo

Foto: Lenito Abreu

Os equídeos realizam um papel crucial nos trabalhos de campo, porém, para preservar o desempenho e a sanidade desses animais, o produtor rural deve ficar atento à anemia infecciosa equina (AIE), uma doença infectocontagiosa, que atinge cavalos, jumentos, mulas e zebras, e provoca a diminuição da produtividade, além de causar prejuízos econômicos. O Estado conta com 268.048 equinos. Em 2014 foram diagnosticados 173 focos, que são propriedades onde a doença é encontrada, e nesses focos 326 animais eram portadores da AIE.

A prevenção é a única forma de evitar a doença, pois, como não há tratamento ou vacina, o animal infectado é sacrificado. A contaminação da doença ocorre através de picada de mutucas e das moscas, materiais contaminados com sangue infectado como agulhas, arreios, esporas, entre outros. “Nesses casos positivos, a propriedade rural é interditada, sendo proibido o trânsito de todos os equinos, até que o produtor faça o saneamento, que consiste no sacrifício dos animais doentes e a realização de dois exames negativos para AIE nos animais sadios com intervalo de 30 e 60 dias”, explica a inspetora agropecuária da Adapec, Laudicéia Teles.

Os produtores rurais podem fazer o controle da doença, por meio de exame laboratorial realizado por médico veterinário autônomo cadastrado na Adapec, e ao comprar animais exigir exame negativo para AIE, além de seguir a recomendação de fazer a quarentena. “O animal infectado, em 95% dos casos, só apresenta sintomas na fase terminal, quando sofre fraqueza, diminuição de apetite, emagrecimento, febre e anemia de mucosa”, disse, Laudicéia.

Trânsito

Sempre que o produtor for transitar com os equinos, seja para participar de feiras ou exposições agropecuárias, deve realizar o teste sorológico e emitir a Guia de Transito Animal-GTA, que está condicionada a apresentação do resultado negativo para esta e outras doenças, como o Mormo. O exame é valido por 60 dias. (Ascom Adapec)

Por: Redação

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