Polí­tica

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A greve dos policiais civis e dos atentados ocorridos no final de semana em razão da diminuição do efetivo da Polícia Civil bem como a suposta atuação da facção criminosa Comando Vermelho teve ainda repercussão política. Ouvido pelo Conexão Tocantins o deputado líder do governo, Paulo Mourão (PT) afirmou que o movimento grevista é legítimo e esclareceu a posição do governo sobre o assunto. “Não questiono movimento grevista. O governo não questiona a legalidade, o único questionamento momentâneo é do impacto financeiro”, disse.

O presidente do Sindicato da Polícia Civil, Moisemar Marinho disse ao Conexão Tocantins que o governo fechou as portas para o diálogo e por isso a greve continua sem previsão de término porém Mourão discordou. “Continuamos com as portas abertas para o que eles quiserem, agora a gente lamenta o comando da categoria não ter compreensão e ajudar o Estado a sair desse problema”, argumentou.

Sobre os atentados, o deputado disse que foram criminosos porém disse que é preciso mudar o foco do debate. “Temos que mudar o foco do debate, temos que fazer o Estado resolver os problemas, isso é pequeno diante dos problemas graves da Saúde, por exemplo”, comentou. Mourão chegou a dizer: “Não adianta emparedar o governo, não tem dinheiro para pagar, o governo que aprovou os benefícios enganou os servidores e não mandou o orçamento para a Assembleia justamente porque não tem o dinheiro para pagar”, reforçou.

O deputado José Bonifácio (PR) afirmou que movimento paredista é legal. “É um movimento justo de uma classe que reivindica os direitos que tem ou que acha que tem”, frisou. O parlamentar criticou a atuação da facção criminosa, Comando Vermelho, que estaria por trás dos atentados e do incêndio de dois ônibus na capital. “Esse comando vermelho não dá conta de comandar Rio (Rio de Janeiro) e São Paulo vai dar conta de comandar o Tocantins?”, alfinetou ao dizer que as forças de inteligência da Polícia estão atuando.

O parlamentar deu ainda uma indireta: “Está tendo  oportunismo aí no meio por parte de algumas autoridades que estão aproveitando isso para querer se aparecer”, criticou.

O deputado do PSDB, Olintho Neto também ouvido pelo Conexão Tocantins disse que “ há um impasse que tem resolvido e enquanto não houver diálogo o único prejudicado será a população”, frisou o parlamentar ao lembrar o vandalismo com os incêndios de ônibus na capital. “É preciso chegar ao entendimento”, pregou.

O prefeito da capital, Carlos Amastha (PP) se manifestou durante todo o final de semana sobre os atentados em Palmas. Ele está andando de ônibus nesta segunda-feira e através de uma rede social posta fotos mostrando que a situação segue tranqüila nas estações e nos veículos. Amastha ligou para o governador Marcelo Miranda (PMDB) para tratar do assunto e chegou a oferecer seu salário de R$ 15 mil como recompensa para quem conseguir encontrar os autores dos incêndios nos ônibus.

Na noite deste domingo, 1º, o prefeito entregou uma frota de mais de 31 novos ônibus que já começaram a rodar na cidade.

A greve

A greve começou na última quarta-feira e afeta o registro de Boletim de Ocorrências bem como as visitas nos presídios que foram suspensas.