Polí­tica

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O senador Donizeti Nogueira defendeu, nesta quinta feira, 5, o aprofundamento do debate com a sociedade organizada, de forma a combater o mal feito ao mesmo tempo em que garanta os direitos trabalhistas e previdenciários da classe trabalhadora.

Ao participar da primeira Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos, que debate as medidas provisórias 664 e 665, de 2014, sobre mudanças na legislação, ele disse que é preciso que se conclame o movimento popular, os sindicatos, as centrais porque o processo é dinâmico e poderá aprofundar a defesa dos direitos e o combate às fraudes e distorções.

Citando o ex-deputado José Genoino, ele defendeu o governo da presidente Dilma Rousseff sobre os ataques da oposição e parte da mídia, afirmando que não é um estelionato eleitoral, mas mudanças que buscam aperfeiçoar a legislação e combater o mal feito. “Não canto pra enganar – e tenho lado”, afirmou o senador parafraseando o compositor Vandré, “mas se esse governo, que nasceu da classe trabalhadora não fizer o que tem que ser feito, não serão eles que irão fazer”.

Ele concordou que as medidas não podem servir para fazer o chamado “ajuste fiscal”, mas é preciso combater as fraudes, orientar os trabalhadores, os pescadores, e punir o errado. Por fim, conclamou a sociedade a ajudar a presidente Dilma inaugurando uma política Robin Hood: Vamos pras ruas exigir do Congresso leis para taxar grandes fortunas, cobrar mais impostos dos que tem mais para desonerar os que têm menos. 

Donizeti lembrou que o PT já propôs isso no Congresso, sendo acompanhado pelo senador Paulo Paim, presidente da CDH, que esclareceu ter encaminhado quatro projetos nesse sentido,  na Câmara dos Deputados e no Senado, e que nenhum deles, absolutamente,  prosperou.

Por: Redação

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