Estado

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Ate às 18h desta segunda-feira, 16, foram entregues, ao todo, 730 armas, além de quantidade excessiva de munições e outros objetos de trabalho dos servidores da Polícia Civil em greve desde o dia 25 de fevereiro. A parcial é do Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol), uma das entidades que coordena o movimento. A entrega foi feita na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), em Palmas.

De acordo com o presidente do Sinpol, Moisemar Marinho, além de servidores da Capital, policiais civis do interior também devolveram seus objetos de trabalho. "Gostaríamos de esclarecer mais uma vez a população que a determinação de entregar as armas foi uma atitude intimidatória do governo do Estado, que mandou, por meio de portaria, que os policiais entregassem as armas", disse.

Conforme o Conexão Tocantins apurou durante a entrega de armas houve um tiro acidental que chegou a atingir dois servidores com pedaços de vidro.

A portaria da qual se referiu o presidente do sindicato foi publicada na sexta-feira, 13, no Diário Oficial do Estado, assinada pelos titulares da SSP e Defesa Social.

 Delegados

A greve contou nesta tarde com a adesão de delegados, que também entregaram as armas e munições. Para Marinho, a adesão dos delegados significa adesão "à justa reivindicação da categoria". "Queremos que o governo cumpra uma lei. E a adesão dos delegados muito nos honra, pois a Polícia Civil é uma só, feita por todos as categorias."

Governo

 Em nota encaminhada à população do Estado o governo afirmou que o desarmamento foi necessário em virtude do descumprimento da decisão judicial que tornou a greve ilegal.

Na nota o governo disse ainda que o governador segue firme no propósito de retomar o desenvolvimento do Estado e que conclama a todos os policiais que retornem ao trabalho. “Desde o primeiro momento da atual gestão, o governo não tem medido esforços para equacionar os problemas financeiros do estado e promover a retomada do crescimento, a única forma de realizar todas as mudanças que o Tocantins precisa e o povo quer”, afirma a nota.

Veja a íntegra da nota:

NOTA AOS TOCANTINENSES

O GOVERNO DO ESTADO ESCLARECE AOS TOCANTINENSES QUE O DESARMAMENTO DOS GREVISTAS DA POLÍCIA CIVIL FOI IMPRESCINDÍVEL E NECESSÁRIO EM VIRTUDE DO DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL QUE CONSIDEROU A GREVE DA CATEGORIA ILEGAL E ABUSIVA.

A MEDIDA DEFINIDA EM CONJUNTO PELAS SECRETARIAS DE SEGURANÇA PÚBLICA E DA DEFESA E PROTEÇÃO SOCIAL TAMBÉM SE JUSTIFICA EM FUNÇÃO DA AÇÃO IRRESPONSÁVEL DE LÍDERES DO MOVIMENTO GREVISTA QUE INCITARAM OS COLEGAS A FAZER RESISTÊNCIA ARMADA A AÇÃO DA POLÍCIA MILITAR NOS PRESÍDIOS.

O GOVERNO DO ESTADO NÃO ADMITE ESTA POSTURA DOS GREVISTAS PORQUE SEMPRE ESTEVE ABERTO AO DIÁLOGO.  DANDO EXEMPLO DE SERIEDADE E TRANSPARÊNCIA FORAM DISPONIBILIZADOS ÀS ENTIDADES SINDICAIS OS DADOS QUE COMPROVAM A IMPOSSIBILIDADE DE DAR O AUMENTO SALARIAL REIVINDICADO PELA CATEGORIA NA ATUAL CONJUNTURA.

PARA GARANTIR A SEGURANÇA DA POPULAÇÃO, O GOVERNO DO ESTADO DEFINIU QUE O REFORÇO NO POLICIAMENTO SERÁ FEITO PELA POLICIA MILITAR E JÁ ESTÃO SENDO TOMADAS MEDIDAS PARA SUPRIR A DEMANDA DE PESSOAL EM TODAS AS UNIDADES PRISIONAIS DO TOCANTINS.

O GOVERNADOR MARCELO MIRANDA SEGUIRÁ FIRME NO PROPÓSITO ASSUMIDO COM A POPULAÇÃO TOCANTINENSE DE RETOMAR O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO. AO MESMO TEMPO, CONCLAMA A TODOS OS POLICIAIS CIVIS QUE RETORNEM AOS SEUS POSTOS DE TRABALHO E DEEM SUA PARCELA DE CONTRIBUIÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DE NOVO MOMENTO NO TOCANTINS, COM RESPEITO E ZELO PELA COISA PÚBLICA.

DESDE O PRIMEIRO MOMENTO DA ATUAL GESTÃO, O GOVERNO NÃO TEM MEDIDO ESFORÇOS PARA EQUACIONAR OS PROBLEMAS FINANCEIROS DO ESTADO E PROMOVER A RETOMADA DO CRESCIMENTO, A ÚNICA FORMA DE REALIZAR TODAS AS MUDANÇAS QUE O TOCANTINS PRECISA E O POVO QUER.

SECRETARIA DE ESTADO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL