Ciência & Tecnologia

Foto: Luiz Melchiades

O secretário de Estado da Educação, Adão Francisco de Oliveira, participou nesta última segunda-feira, 23, do lançamento do Programa de Produção de Etanol Social da Amazônia e da Inauguração da Usina Flex: O Etanol da Batata-Doce. A solenidade foi realizada no auditório do Centro Universitário Integrado de Ciência, Cultura e Arte (Cuica), no Câmpus da Universidade Federal do Tocantins, em Palmas.

O projeto é uma parceria entre a UFT e a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). O reitor da universidade, Márcio da Silveira, reforçou que o objetivo é viabilizar a produção sustentável de etanol a partir da batata-doce. "A batata-doce cria uma importante alternativa de produção, pois além de ser economicamente viável, também é ambientalmente correta”. Ainda de acordo com o reitor, o programa também busca potencializar a educação profissional no Tocantins e possibilitar a inclusão de aproximadamente 20 milhões de pessoas da região norte do Brasil, que estão fora das oportunidades geradas com biocombustíveis.

Para o secretário Adão Francisco, a usina de etanol da UFT surge como uma possibilidade concreta de agregação de valor para os negócios. Além disso, o projeto pode ser fundamental para potencializar o processo educacional do Tocantins. “É uma importante conquista para o nosso Estado e vem de encontro ao nosso projeto de ensino profissional. Nós vamos construir escolas de referência em educação integral e humanizada e vamos oferecer cursos técnicos em agroindustrialização e claro que a usina vai dinamizar ainda mais o nosso projeto”, afirmou.

Usina

O projeto que deu corpo à primeira usina de produção de álcool de batata-doce no campus da Universidade Federal do Tocantins, em Palmas, nasceu em 1996, através de um projeto de pesquisa elaborado pelo professor Márcio Antônio da Silveira, com um investimento inicial de R$ 20 mil, feito pelo CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Hoje, o projeto conta com um aporte financeiro de R$ 1,2 milhão e envolve em média 44 profissionais, sendo 25 doutores, 09 alunos de mestrado e 10 acadêmicos de graduação.