Saúde

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Com a segunda menor taxa de incidência de tuberculose no País, o Tocantins tem reduzido os registros de casos da doença nos últimos dois anos. No ano de 2013, foram 206 casos notificados em todo o Estado. Em 2014, o número de notificações caiu para 192 casos e em 2015, entre os dias 1º de janeiro e 23 de março, foram registrados 35 casos de tuberculose em todo o Estado. A importância do tratamento precoce é lembrado nesta terça-feira, 24 de março, considerado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. 

Com o intuito de garantir o diagnóstico precoce da doença, o governo do Estado, por meio da Secretaria do Estado da Saúde (Sesau), orientou as secretarias municipais a oferecerem nas unidades de saúde orientações com o intuito de permitir que mais pessoas entendam os sintomas e o modo de transmissão da doença. 

Além disso, a partir do próximo dia 6 de abril vão ocorrer visitas de supervisão e assessoramento técnico com médicos e profissionais de enfermagem dos municípios de Taguatinga, Lavandeira e Conceição do Tocantins. A proposta é capacitar em serviço os profissionais e realizar visitas de orientação técnica em laboratórios de referência, realizar atividades de educação continuada com agentes comunitários de saúde e avaliação de prontuários, entre outras atividades. 

No Tocantins, a taxa de incidência da doença é de 11,2 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, bem inferior à taxa de incidência média brasileira que é de 33,5 casos para cada 100 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde. 

Ainda de acordo com o ministério, em relação às capitais brasileiras, Palmas apresentou a menor taxa de incidência, com 7,9 casos de tuberculose registrados a cada grupo de 100 mil habitantes. A incidência média entre as capitais é de 53,7 casos para cada 100 mil habitantes. 

Transmissão e sintomas 

A tuberculose é transmitida pelo contato com gotículas expelidas pelo portador da doença através da tosse, do espirro e da fala. “Os sintomas mais comuns são tosse há pelo menos três semanas, febre baixa, geralmente no fim da tarde, suores noturnos e perda de peso. A orientação é que a pessoa procure o mais rápido possível a unidade de saúde de referência para realizar o exame, que é gratuito. O tratamento é todo via oral e é oferecido somente na rede pública de saúde”, esclarece Myria Coelho Adati, assessora especial da Área Técnica Estadual da Tuberculose. 

Nos casos em que o indivíduo portador faz parte de população privada de liberdade, é portador do vírus HIV, indígena ou vive em situação de rua, a tosse por mais de duas semanas já precisa ser investigada. 

“O tratamento dura seis meses e deve ser cumprido por completo para garantir a interrupção da transmissão do bacilo causador da doença e a completa cura do paciente”, explica Pricilla Bonfim, enfermeira da Área Técnica Estadual da Tuberculose. Na fase inicial, o paciente toma um comprimido contendo quatro medicações por dois meses e nos quatro meses finais toma um comprimido contendo duas medicações. (Ascom Sesau)