Polí­tica

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Os deputados Vilmar de Oliveira (SD), Rocha Miranda (PMDB), Olyntho Neto (PSDB), Valdemar Junior (PSD) e Eduardo do Dertins (PPS) foram indicados com membros efetivos da Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI que vai investigar atos da Saneatins. Como membros suplentes ficaram Wanderlei Barbosa, Nilton Franco (PMDB), Junior Evangelista (PRTB), Toinho Andrade (PSD) e Amália Santana (PT). A primeira sessão da CPI já aconteceu nesta quinta-feira, 26. 

O deputado Eduardo do Dertins foi eleito presidente e Olintho Neto como vice-presidente. "Nossa tarefa é de muita importância para o povo tocantinense, iniciamos o trabalho na gestão passada mas não houve oportunidade de ser concluso", disse o presidente.Durante a primeira reunião da CPI os deputados colocaram dúvidas sobre a cobrança da tarifa bem como sobre os investimentos na área de Saneamento.

A CPI instalada, pela segunda vez, quer investigar os atos da empresa Saneatins- Oderbrecht Ambiental, Agência Tocantinense de Saneamento e Agência Tocantinense de Regulação. A propositura foi do deputado Eduardo do Dertins. Os trabalhos da primeira CPI foram paralisados em razão de um mandado de segurança. 

A Assembleia Já realizou ao todo outras três CPI’s: a da Telefonia, a da Celtins e a do Igeprev. A da Telefonia resultou na assinatura de um Termo de Ajuste e Conduta entre as empresas que prestam serviços de telefonia porém os problemas com as operadoras continuam. O deputado Olintho Neto apresentou a proposta de criação de uma Frente Parlamentar de Defesa do Consumidor para, segundo ele, regularizar o TAC. “ Essa frente vai discalizar os serviços de telefonia e internet para que sejam respeitados os direitos dos consumidores”, justificou.

O deputado José Bonifácio (PR) chegou a dizer durante sessão que a CPI serviu apenas como palanques. “O grande problema da telefonia não é TAC, não é nada, é falta de torres”, disse.

A CPI da Celtins, que foi presidida pelo petista José Roberto Forzani, por sua vez, também deixou em aberta algumas questões. Segundo ele afirmou ao Conexão Tocantins algumas perguntas ficaram sem respostas. “ No apagar das luzes do governo passado a Celtins pegou dinheiro emprestado para o Estado para o Reluz e o governo não pagou”, disse. Segundo ele a operação que teria sido feita na gestão passada já está sendo avaliada pela atual gestão.

Questionado se a base governista tenta propor uma nova CPI do Igeprev ele afirmou que não há conversações nesse sentido e admitiu: “ A CPI não tem uma estrutura preparada para investigação, uma CPI não consegue aprofundar nesse caso do Igeprev porque é muito difícil conseguir ir além porque envolve aplicações na bolsa”, disse.