Saúde

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Durante reunião na manhã desta sexta-feira, 10, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Tocantins (Sintras), e outros sindicatos da saúde formularam um ofício conjunto para o governador, Marcelo Miranda, solicitando informações sobre a terceirização na saúde, especificamente o serviço de Radioterapia do setor de Oncologia no Hospital de Referência de Araguaina e da U.T.I. Neonatal do Hospital Dona Regina.

O que as entidades de classe estão preocupadas e querem saber do governo é como será a forma de contrato entre a empresa terceirizada e o Estado, e ainda a forma de prestação de serviços que estas empresas vão realizar aos usuários do SUS.

Eles questionam também se esta terceirização foi levada para discussão e aprovação do Controle Social, ou seja, pelo Conselho Estadual de Saúde (CES).

Reunião Extraordinária

Caso a terceirização não tenha sido aprovada pelo CES, as entidades de classe vão requerer uma reunião extraordinária do Conselho Estadual de Saúde (CES) para discutir com mais afinco o assunto.

Segundo o presidente do Sintras, Manoel Miranda, essa terceirização é mais uma tentativa do Estado em tornar precários os serviços de saúde. “O Sintras é contra, pois, irá desvirtuar o serviço público de saúde, pois, as empresas privadas visam lucros e não vai priorizar a qualidade dos serviços que deverão ser prestados a população”, afirma Miranda.

Miranda diz ainda que alguns serviços de saúde serão prejudicados especificamente no Hospital Público Dona Regina, que tem valores orçamentários fixados para prestar serviço de saúde à população. “Aonde essa empresa vai tirar o lucro que pensa em ganhar se não tem dinheiro para custear os serviços de saúde no Tocantins, conforme vem afirmando o gestor da pasta, Samuel Bonilha?”, indagou.

A preocupação do Sintras vem de encontro com o da população e dos servidores de como ficará a prestação destes serviços.

Além do Sintras, assinaram o Ofício Conjunto de n° 008/2015 o Simed, Seet, Sindifato e o Sicideto protocolado na tarde desta sexta-feira, 10. O documento também foi encaminhado para o presidente do Conselho Estadual de Saúde, Anderson Oliveira Costa.