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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados debateu nesta terça-feira, 14, o Projeto de Lei 8084/14, do Senado, que disciplina a criação e a organização de empresas juniores – associações formadas por estudantes de graduação e ligadas a instituições de ensino superior. A audiência foi em atendimento ao requerimento da deputada professora Dorinha (Democratas/TO), relatora do PL.

As empresas juniores são constituídas por alunos matriculados em cursos de graduação que se organizam em uma associação civil para realizar projetos e serviços que contribuam para formar profissionais capacitados, promovendo assim união entre a teoria e a prática por meio da vivência empresarial.

Professora Dorinha manifestou ser a favor da matéria e disse esperar que o projeto possa cumprir o seu papel no processo de formação. “Foi possível perceber que a empresa júnior não entra pedindo favor no espaço da universidade, mas entra como um projeto de formação, como parte da universidade e sem interferir na sua autonomia. O PL dá condição para que dentro da universidade os alunos possam construir consenso e conseguir funcionar como espaço de formação para o mundo do trabalho”, disse.

A democrata pontuou que a abordagem da empresa Junior é bastante ampla que dá a oportunidade de mudança na mentalidade do processo de formação. “As pessoas podem achar que é um projeto ligado a ideia de mercado e área privada, mas é uma mudança de mentalidade no processo de formação, como estratégia de ligação de teoria e prática. Independente da área de formação, temos que formar para uma visão de mundo diferente”, afirmou.

Dorinha disse ainda que a universidade deve aproveitar o seu espaço para construir uma nova maneira de formação. “Instalar uma empresa Junior na estrutura de formação superior no Brasil é uma possibilidade de que o processo formação vá além da sala de aula que, muitas vezes, é limitadora. Há muitos exemplos positivos na área de formação profissional, mas sem essa ideia de mão de obra barata, mas de investimento da formação”.

Sobre o debate

Durante a reunião, os palestrantes afirmaram que as empresas juniores são uma forma de aproximar a universidade da sociedade por meio dos projetos desenvolvidos. Além disso, a empresa júnior pode auxiliar as universidades a cumprir o seu papel de oferecer ensino, pesquisa e extensão, principalmente no que diz respeito à extensão.

O diretor de Políticas e Programas de Graduação da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Dilvo Ristoff, argumentou ser simpático ao projeto de lei, mas que há pontos que precisam ser modificados, uma vez que não se pode interferir na autonomia das universidades.