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Levar atendimento para as mulheres do campo e da floresta e fortalecer o enfrentamento da violência contra a mulher são os principais objetivos do trabalho que será realizado pelo Governo do Estado, por meio das unidades móveis do Programa Mulher: Viver sem Violência, que começam a atender, a partir desta sexta-feira, 17, nos municípios de Couto Magalhães e Colinas, com a expectativa de chegar a todos as regiões tocantinenses.

O Programa Mulher: Viver sem Violência é uma iniciativa do governo federal em parceria com o Governo do Estado. No Tocantins, os serviços de atendimento são de responsabilidade da Secretaria da Defesa e Proteção Social (Sedeps), por meio da Diretoria de Políticas Afirmativas e Proteção dos Direitos. Nesta ação, os municípios que recebem as atividades são definidos dentro de uma agenda compartilhada como explica a secretária Gleidy Braga.

“As atividades que vamos fazer, no interior, fazem parte de uma agenda compartilhada da Secretaria da Defesa e Proteção Social, do Fórum de Mulheres do Campo e da Floresta e pela Câmera Técnica de Acompanhamento do Pacto pelo Enfrentamento da Violência contra as Mulheres. Essa agenda é elaborada com a participação do Governo e sociedade civil organizada para tratar da questão da violência contra mulher”, apontou a secretária.

Ainda de acordo com Gleidy Braga, todas as mulheres que se encontram em situação vulnerável podem buscar atendimento. “As mulheres que estão em situação de violência e as que estão com algum tipo de dificuldade de inclusão, seja no mercado de trabalho, seja em alguma política específica do Estado ou do Município, lá, ela vai encontrar orientação, encaminhamento e atendimento, e quando necessário, serão feitos os devidos encaminhamentos”, explicou. 

Ações

Na programação, estão presentes ações de prevenção, assistência, apuração, investigação e enquadramento legal de questões ligadas à violência contra a mulher. As unidades também têm função educativa, com a promoção de palestras e esclarecimentos sobre a Lei Maria da Penha e sua aplicação. “Nós vamos ter [a participação do] Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, Delegacia da Mulher, Centro de Referência e também a sociedade civil”, apontou a secretária.

Gleidy Braga destacou que o trabalho das unidades segue a estrutura nacional do Programa Mulher: Viver sem Violência, mas que conta com a agregação de novas atividades por parte dos municípios. “Nós contamos que as secretarias municipais de Saúde e as secretarias de Assistência Social dos municípios também se envolvam, agregando atividades como, por exemplo, a realização de caminhadas”, destacou, ao ressaltar que, conforme as necessidades, as unidades móveis também poderão se deslocar até os assentamentos dos municípios atendidos. 

Agenda

A agenda de atendimento das unidades móveis do Programa Mulher: Viver sem Violência começa por Couto Magalhães e Colinas, mas a expectativa é que, até o final do ano, os municípios de todas as regiões do Estado sejam atendidos, por meio de um trabalho continuado.  

Os atendimentos individuais na unidade móvel, bem como a aplicação de questionário, ocorrerá das 9 às 12 horas. No período vespertino, das 14 às 17 horas, serão realizadas rodas de conversa.