Polí­tica

Foto: Geraldo Magela

O senador Donizeti Nogueira (PT/TO) defendeu nessa terça feira, 05, na Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado, que o programa “Mais Médicos” do Governo Federal, além de ampliar o atendimento de saúde básica para a população do interior, vem corrigir um vício de distorção imposto por anos pela categoria aos pequenos municípios e populações das periferias dos grandes centros.

Ele acompanhou a proposta do senador Eduardo Amorim (PSC-SE) para transformar a convocação de uma audiência pública em seminário ampliado para debater o tema oportunizando uma discussão mais qualificada, com a presença do ministro da Saúde, Arthur Chioro, servidores, gestores e especialistas. O senador defendeu também a permanência dos médicos cubanos contratados junto à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), lembrando que esta é uma experiência exitosa e antiga, que foi interrompida, e que prestava relevantes serviços ao povo brasileiro.

Para ele, a presença e o atendimento de um médico do programa, não só presta excelente serviço como é querido pela população e corrige uma distorção na relação médico-paciente e também institucional entre o profissional e o município, lembrando que em Cabeceiras de Goiás, num passado recente, um médico cobrava salário de um mês para o atendimento de um dia por semana e continuava morando em Brasília.

Ele citou ainda um exemplo ocorrido na cidade de Dianópolis, no Estado do Tocantins, quando profissionais médicos convocados pelo secretário de Estado da Saúde, numa sexta-feira, concordaram em prestar serviços no município e, na segunda-feira, dia da apresentação, avisaram que não iriam mais para a cidade, deixando a população sem médicos.

“Eu falo do que vivo, vejo e sinto no interior por onde ando, e o que vejo é o povo feliz e satisfeito com o programa ‘Mais Médicos’ e o atendimento, em especial dos médicos cubanos, que ali residem e trabalham num contato permanente com a população”, concluiu o parlamentar.