Economia

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A retração da economia nacional vem trazendo uma série de reflexos negativos, principalmente para o setor de comércio. A instabilidade econômica e política, tributos e impostos mais altos, aumento da inflação, todos esses pontos acabam também afetando o dia a dia do consumidor que está cada vez mais receoso na hora de comprar. Prova disso foi o resultado da pesquisa do mês de maio que mede a intenção de consumo das famílias de Palmas (ICF), onde o índice geral obteve uma queda de 1,3 pontos - comparado a abril. Já quando comparado ao mesmo período do ano passado, a queda chega a 13,7 pontos. Desde janeiro, a intenção de consumo registra queda consecutiva.

Sobre o consumo atual, 56,5% acreditam que estão comprando menos que no ano passado. Com relação à expectativa de consumo para os próximos meses, a maioria (44%) também respondeu que será menor quando comparado aos últimos seis meses de 2014. Outro aspecto apontado na pesquisa é que 67,8% acham que está mais difícil conseguir um empréstimo ou acesso ao crédito.

Para o presidente do Sistema Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni, essas quedas são naturais. “Estamos diante de um cenário econômico que está ainda muito frágil, no mês passado foi anunciado o balanço do governo com queda na estimativa do PIB, inflação acima do teto, ou seja, tudo isso acaba refletindo nos consumidores, que por sua vez tendem a comprar menos. Por isso os empresários também devem ser cautelosos. Além disso, medidas foram tomadas para dificultar o acesso ao crédito, fazendo com que haja mais retração no setor de comércio e serviços”, explicou.

Mas apesar desse cenário negativo, algumas famílias continuam otimistas. Dentre os entrevistados, a maioria, cerca de 41%, acredita em uma melhora profissional nos próximos meses, assim como 64,1% das famílias estão satisfeitas com a sua renda familiar atual. 47% acreditam que este é um bom momento para a compra de bens duráveis.

A ICF é realizada mensalmente pela Fecomércio Tocantins, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), onde são entrevistadas 500 famílias nos últimos dez dias do mês anterior à pesquisa, neste caso, abril.

Por: Redação

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