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Dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta semana, apontam para a redução no número de mortes em razão dos acidentes de trânsito. De acordo com os dados e na comparação com o ano de 2012, houve uma redução de 8,21% no número de mortes. Em 2012 a quantidade foi de 548 vítimas fatais, e em 2013 foram registrados 503 óbitos.

Dos Estados brasileiros, sete apresentaram aumento no número de mortos (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe), o Piauí foi o único Estado que manteve o índice, e os demais apresentaram redução.

Ações

Levar a educação de trânsito para dentro das escolas, investir e intensificar as ações de fiscalização, apoiar a municipalização do trânsito, descentralizar as ações de conscientização para o interior do Estado, e contar com apoios de importantes parceiros, são algumas das ações promovidas pelo Detran-TO para conseguir reverter o aumento da violência no trânsito, conforme informou o gerente de Fiscalização e Segurança do órgão, tenente Geraldo Magela.

“Contamos para isso com o importante apoio de órgãos comprometidos com a causa do trânsito, como a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal, as secretarias municipais de Trânsito, o Projeto Vida no Trânsito, dentre outros parceiros”, avaliou o Gerente.

Brasil também reduz mortes no trânsito

No comparativo com o ano de 2012, o Brasil também reduziu o número de óbitos. Em 2013 foram 42.266 mortes contra 44.812 em 2012. Conforme análise feita pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), entre os anos de 2011 e 2012, houve um aumento de 3,6% no número de mortes relacionadas a acidentes de trânsito no país (43.256 para 44.812). Em 2013 a redução foi de 5,6%, o que significa salvar 2.554 vidas no trânsito.

Conforme os dados, 115 pessoas morreram, por dia, no ano de 2013, vítimas de acidentes; uma média de 5 mortes por hora, além de tantos outros acidentes que deixaram pessoas feridas, com sequelas irreversíveis ou apenas com prejuízos materiais. Conforme Geraldo Magela, a maioria dessas mortes atinge o público jovem e masculino, que está em plena capacidade produtiva.

“Precisamos, urgentemente, dar um basta na violência e nos acidentes de trânsito. Estamos empenhados fazendo a nossa parte, mas é necessário que as pessoas também façam a parte delas. Não adianta apenas cobrar mais fiscalização do poder público, quando na verdade a pessoa não cumpre nem o mais simples dos atos de segurança no trânsito, que é usar o cinto ou afivelar corretamente o capacete” destacou.

Magela falou também sobre as consequências que os acidentes provocam no núcleo familiar de milhares de brasileiros todos os anos. “Acabar com a violência no trânsito parece uma utopia, algo surreal ou distante, mas que depende única e exclusivamente da boa vontade de todos nós que estamos diariamente no trânsito. Fala-se muito em valores financeiros e os números de mortos costumam ser frios, mas há algo imensurável em tudo isso, que é o sofrimento que fica para família de alguém que foi vítima de um acidente de trânsito”, finalizou o gerente de Fiscalização e Segurança do Detran-TO.