Campo

Foto: Divulgação A produtividade varia em função do nível da tecnologia empregada pelo produtor, tais como adubação e os tratos culturais e fitossanitários A produtividade varia em função do nível da tecnologia empregada pelo produtor, tais como adubação e os tratos culturais e fitossanitários

O Projeto de Irrigação Manuel Alves, implantado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro) continua apresentando resultados positivos na produção de banana. O crescimento está sendo alavancado pela boa produtividade, alta demanda de mercado e bons preços da fruta. Em 2014 foram colhidas 3.200 toneladas. Para este ano, a estimativa de produção é superior a 5.500 toneladas, com perspectiva de colher oito mil toneladas na safra 2016.

A fruta é a segunda mais cultivada no Estado, a primeira é a melancia, e tem se expandido especialmente nos projetos hidroagrícolas Manoel Alves, no município e Dianópolis e, São João, em Porto Nacional.

Só de dezembro de 2014 a fevereiro de 2015, houve, no projeto Manoel Alves, um incremento no plantio de banana de aproximadamente 45 hectares. Em setembro de 2012, a área plantada no projeto era de 46,70 hectares, atualmente é de 304,96 hectares. Sendo 154,35 ha plantados com banana prata, 134,61 ha com banana nanica e 16,00 ha com as demais cultivares.

Produtividade

A média de produtividade da banana prata anã, na primeira safra, está em torno de 20 a 25 toneladas e no segundo ano de 30 a 35 toneladas. Já a produção a banana nanica, está em torno de 40 a 45 toneladas no 1º ano e de 60 a 70 toneladas no segundo ano.

Segundo o coordenador de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), responsável pela Divisão do Perímetro Irrigado do Projeto Manuel Alves, Patrik Diogo Antunes, a produtividade varia em função do nível da tecnologia empregada pelo produtor, tais como adubação e os tratos culturais e fitossanitários. “Os produtores também são orientados para a compra de mudas de laboratórios ou viveiros certificados, evitando que venham contaminadas e no controle preventivo com aplicações de produtos registrados para cada cultura e seu respectivo agente causal”, explica.

Produção Integrada

Sobre o aumento de produção da banana, o engenheiro agrônomo do departamento de fruticultura e tubérculos da Seagro, Anderson de Oliveira Pereira, explica que a Seagro, em parceria com Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Embrapa Mandioca e Fruticultura, Ruraltins e Adapec, desenvolve o Programa de Produção Integrada, que incentiva as boas práticas de produção no campo.

É um sistema de produção baseado na sustentabilidade, aplicação de recursos naturais e regulação de mecanismos para a substituição de insumos poluentes. Os técnicos vão a campo orientar os produtores no monitoramento da incidência de pragas nos plantios e o uso de defensivos agrícolas só quando há necessidade, e respeitando as normas técnicas.

Segundo o engenheiro agrônomo, essa prática resulta no uso de menos agrotóxico, reduz custo de produção, os danos ambientais e melhora a qualidade dos produtos. “Os benefícios são para todos”, conclui.

Mercado

O representante do grupo Agropecuária Pillati, Rodrigues Figueiredo Adamante, disse que em 2014, as frutas foram exportadas para a Argentina, mas esse ano tinha o mercado, mas faltou o produto. Ele confirma a demanda pela fruta. “A procura é grande, tudo que for plantado terá mercado garantido, é necessário produzir mais”, disse. O grupo é formado por três produtores e prevê colher 3.300 toneladas este ano.

 A colheita da banana ocorre semanalmente, quando os frutos são colhidos e levados para casa de embalagem. Ali são classificados e embalados em caixas de 16 kg para atenderem o mercado do norte e centro oeste.

Projeto de Irrigação Manuel Alves

O Manuel Alves implantado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), está localizado no município de Dianópolis, a 320 km de Palmas e é um dos maiores projetos de irrigação do Brasil, fica em uma área de cinco mil hectares e expansão para mais 15 mil hectares. Dividido em lotes variados que estão sendo explorados com fruticultura, por meio de métodos modernos de irrigação (gotejamento, microaspersão e aspersão convencional). São 199 lotes para pequenos produtores e 14 lotes empresariais. (Ascom Seagro)