Polí­tica

Foto: Divulgação

O deputado estadual Wanderlei Barbosa (SD), adversário político do prefeito da capital, Carlos Amastha (PSB), subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Tocantins nesta quarta-feira, 3, para questionar convênio da empresa Saneatins com a Prefeitura de Palmas na ordem de R$ 34 milhões. Ele apresentou um requerimento pedindo informações à Saneatins e propôs uma visita à empresa para verificar o percentual pago pelas obras em Palmas.

Conforme o parlamentar é preciso verificar as obras que foram feitas e neste sentido citou o distrito de Taquaruçu. Ele mostrou ainda calçamentos utilizados na obra do distrito e falou dos preços. Segundo ele, pelo contrato que tomou conhecimento, daria para fazer um pouco mais de 40 mil metros de calçada praticado o valor do mercado local. Conforme o deputado as obras do distrito não chegam a 9 mil metros. “Pelo contrato que tenho no valor de R$ 2.406,244,13 daria para fazer um pouco mais de 40 mil metros de calçadas praticando o valor de mercado local, e as obras do distrito não chegam a 9 mil metros. Os contratos são superiores às obras realizadas”, questionou.

Barbosa apresentou vários documentos, cópia de contratos e solicitou esclarecimentos da Prefeitura de Palmas com relação a preços praticados nas obras. “Não quero partir diretamente para denúncias”, disse. Ele disse que pediu a relação das obras direcionadas pela prefeitura para a Saneatins fazer a execução.

Outro questionamento do deputado é com relação à qualidade de algumas obras como a reforma do posto de saúde de Taquaruçu. “Lá em Taquaruçu só trocaram as telhas, tiraram as de barro e colocaram as brasilit no posto de saúde. O dinheiro não é para fazer campanha eleitoral nem corrupção é para fazer as obras que a cidade precisa. Só quero verificar, meu requerimento é pedindo informações sobre o percentual pago até agora”, disse.

O deputado Eli Borges (Pros) disse que vai acompanhar os questionamentos de Wanderlei. “A denúncia tem fundamento, tem números”, disse ao falar da necessidade de apuração

O questionamento de Wanderlei abriu discussão entre os deputados com relação a duas CPIs relacionadas a área. Uma delas, a da Saneatins está suspensa por decisão da justiça e outra foi proposta para investigar os convênios com as prefeituras nas áreas de água e esgoto.

O deputado do PSDB, Olintho Neto também foi à tribuna e voltou a pedir a abertura de uma nova CPI para apurar os investimentos nas áreas de água e esgoto no Estado. “Essas obras, esses convênios e parcerias com diversas prefeituras estarão incluídas como CPI da água e Esgoto”, disse. O parlamentar disse que não adiantará visita à presidência da Odebrecht, empresa que detém o controle da Saneatins. “Não vai ter resultado nenhum, eles nos tratam com descaso e não prestam nenhum esclarecimento. Só prestarão esclarecimentos quando forem convocados para a CPI”, afirmou.

O deputado Eduardo do Dertins (PPS) disse que é importante para a sociedade que haja a CPI da água e esgoto bem como a da Saneatins. “Os pais de família ganham um salário pequeno, mas quando vão pagar a taxa de água estão tantas e tantas mazelas”, disse. Ele pediu que os deputados somem os esforços para dar celeridade para que o Tribunal de Justiça libere os trabalhos da CPI que está suspensa.

Câmara de Palmas 

Wanderlei Barbosa criticou a sessão da Câmara de Palmas durante o projeto “Capital por um dia” e disse: “Viraram as metralhadoras contra mim provem que fizeram o investimento de forma coerente e respeitando as leis. Esse recurso é público, não precisa de licitação”, acusou.

O vereador de Palmas, Lúcio Campelo (PR) esteve presente na sessão da Assembleia Legislativa.