Polí­tica

Foto: Divulgação

Um vídeo que circula na rede social WhatsApp foi motivo de polêmica na sessão desta quarta-feira,10, na Câmara Municipal de Palmas. O assunto foi à tona inicialmente pelo presidente da Câmara, vereador Rogério Freitas (PMDB) que usou a tribuna para criticar a atitude de um servidor público da administração da Prefeitura de Palmas que gravou um vídeo convidando a população para participar da Marcha da Maconha.

Rogério Freitas destacou que a mídia foi gravada, aparentemente, nas dependências de um órgão público. Para o presidente da Câmara, na condição de servidor público o servidor, ao invés de fazer apologia à maconha, deveria combater o uso de drogas. “Penso ser temerário fazer apologia às drogas, especialmente quando esta atitude parte de um servidor público”, afirmou Rogério Freitas.  “A fala (o vídeo) é imbecil, inconsequente e inoportuna. A Câmara posiciona-se contra este posicionamento”, enfatizou o presidente.

Os parlamentares chegaram a cobrar uma medida administrativa da gestão municipal contra o servidor que trata-se do ex-secretário municipal do prefeito Carlos Amastha, da Secretaria Municipal da Igualdade Social, José Mamédio Oliveira, que aparece no vídeo divulgando a Marcha da Maconha.

Waldson da Agesp (PT) acredita que o prefeito Carlos Amastha não concorda com a atitude do servidor mas aguarda um posicionamento, “pois o funcionário foi nomeado por ele”. “Esse vídeo envergonha a gente, a família”, expressou o vereador Jucelino (PTC) para quem “os vícios começam pela maconha”.

Na opinião de Milton Neris (PR) a atitude do servidor público “fere todos os direitos da família”. Já Etinho Nordeste (PROS) afirmou ter ficado estarrecido com o conteúdo da mídia.

O vídeo chegou a ser veiculado durante a sessão pelo vereador Júnior Geo (PROS) que também criticou a postura do servidor público e sugeriu que este seja convocado para vir à Câmara Municipal prestar esclarecimentos quanto ao vídeo e contas das ações desenvolvidas por ele no período em que assumiu a função de secretário Municipal da Igualdade Racial.

Joaquim Maia (PV) comentou sobre o simbolismo da mensagem que parte de um funcionário da administração municipal. Por fim, o vereador Joel Borges (PMDB) afirmou que redigirá nota de repúdio contra a Marcha da Maconha e solicitou apoio dos demais vereadores nesse sentido.

Os vereadores Adão Índio (PSL) e Major Negreiros (PV) também pronunciaram-se sobre o assunto.