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Realizada na Assembleia Legislativa na manhã dessa sexta-feira, dia 19, a audiência pública da Educação reuniu líderes do movimento grevista, da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Tocantins (Sintet), de deputados e representantes do governo estadual.

Com o objetivo de discutir propostas para o fim da greve dos professores e o retorno das aulas na rede estadual de ensino, o debate foi conduzido pelo deputado Wanderlei Barbosa (SD), presidente da Comissão de Educação e autor da proposta que solicitou a audiência, e contou com a participação dos parlamentares Eli Borges (PROS) e Josi Nunes (PMDB).

Ao abrir a discussão, o presidente do Sintet, José Roque, apresentou as principais reivindicações da categoria, como o pagamento atrasado das progressões de 2013 e 2014, a inclusão do reajuste de 2015, a data-base e a realização de forma democrática, com a participação dos professores, da eleição dos cargos de diretorias de escolas. “Estamos aguardando uma proposta coerente do Governo que atenda às solicitações da classe, pois já são 90% dos alunos, cerca de 160 mil sem aula, devido à greve”, destacou.

Para Wanderlei Barbosa, a intenção do Parlamento é mediar o acordo entre trabalhadores e governo estadual para que os estudantes não sejam prejudicados. “Não podemos permitir que a greve continue. Essa audiência pretende chamar a atenção da gestão para que trate com a devida importância a classe da Educação e formalize uma contraproposta condizente com as reivindicações”, enfatizou.

Representando a Secretaria da Educação, o superintendente Maurício Reis afirmou que o órgão trabalha a fim de melhorar a proposta aguardada pelos professores. Adiantou, porém, que os valores serão pagos em menores parcelas, respeitando as condições financeiras do Estado, e que a previsão é de que a proposta seja encaminhada ainda nesta sexta à diretoria do Sintet.

Por sua vez, a deputada Josi Nunes (PMDB) garantiu total apoio à categoria, mas comentou que, apesar do esforço, não acredita que o Governo possa atender a todas as solicitações. “Com vistas a melhorar a proposta do Governo, marquei uma audiência nas secretarias da Educação e da Administração para tratar do assunto. Entretanto, com relação às progressões atrasadas desde 2013, é compreensível que o Executivo não consiga regularizar todas as pendências de uma só vez”, destacou.