Polí­tica

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O vereador José do Lago Folha Filho (PTN) criticou na manhã desta sexta-feira, 3, deputados estaduais que, segundo ele, sem conhecimento criticaram o Projeto de Lei da Prefeitura de Palmas aprovado pelos vereadores na Câmara de Palmas que cria 370 cargos de monitores para substituir professores da rede municipal de ensino. Para ocupar os novos cargos na Secretaria da Educação de Palmas a exigência máxima do projeto aprovado é que os monitores tenham o nível médio de ensino.

Folha cobrou especificamente do deputado Wanderlei Barbosa (SD) e de outros que, segundo ele, "criticaram por criticar" posicionamentos sobre, por exemplo, a greve da educação estadual. "Esse e outros deputados não têm o que fazer, de fato. Sem saber o mínimo sobre a proposta saem criticando. O deputado Wanderlei, por exemplo se calou sobre a greve da educação estadual. Mas, com viés político, critica a educação de Palmas, que é modelo. Vamos descer do palanque, gente", lamentou Folha.

Os deputados ainda demostraram preocupação de que os novos cargos criados sejam apenas cabide de emprego para sustentar cabos eleitorais do prefeito na eleição do próximo ano, já que o prefeito Carlos Amastha (PSB) é candidato à reeleição. 

O vereador também criticou o posicionamento do deputado Wanderlei Barbosa durante a greve da educação estadual. "Quero saber qual o motivo de o deputado não ter ficado revoltado, por exemplo, com esse tempo todo que a educação estadual ficou em greve. Essa revolta toda ele não tem em relação ao Estado. Isso é algo a ser explicado", complementou.

Em relação ao projeto que institui o Programa Educacional Salas Integradas aprovado pela Câmara, Folha foi sucinto: "É bom que se deixe claro que não vai ocorrer demissões".

Ainda conforme o vereador, líder do prefeito Carlos Amastha na Câmara, será criado um quadro maior de profissionais. "São 320 servidores que atuarão no cuidado e recreação de crianças, ajudando em atividades do cotidiano nas Cemeis", disse.

O secretário da Educação de Palmas, Danilo de Melo Souza, explicou que há mais de 300 crianças especiais na rede e o programa, por exemplo, segundo ele atenderá a necessidade do déficit de atendimento.

Para Folha, críticas como as que foram feitas por Wanderlei têm objetivo: tentar desestabilizar a gestão. "Mas ele não consegue. Tenta, tenta, tenta em vão. Ao contrário de deputados que pensam que o povo é burro, não é. O povo sabe separar o joio do trigo, de quem critica para ajudar ou critica por criticar com fins eleitoreiros", finalizou.

O projeto da Prefeitura de Palmas também foi criticado por sindicatos que representam os servidores e demonstraram preocupação com a medida do prefeito.