Polí­tica

Foto: Divulgação Deputada afirmou que parlamento é machista Deputada afirmou que parlamento é machista

As ofensas às deputadas federais do Tocantins, Dulce Miranda (PMDB), Josi Nunes (PMDB) e Dorinha Seabra Rezende (Democratas) em razão da votação da redução da maioridade penal repercutiram na sessão da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 7. O assunto foi levado pelo deputado petista José Roberto Forzani (PT) propôs moção de solidariedade às parlamentares que foram alvo de críticas e ofensas na rede social. As parlamentares repudiaram e tomaram as providências jurídicas com relação ao episódio.

“Na rede social o grande problema que é o da covardia do anonimato. As deputadas foram atacadas com palavras de baixo calão. Queria ser solidário a essas mulheres que por ser mulher foram agredidas verbalmente”, disse citando especialmente a deputada Dorinha Seabra, que segundo ele, foi atacada por próprios parlamentares em plenário após a votação por ser contra a redução. 

A deputada Amália Santana (PT) também comentou o assunto e disse que o voto é livre. “ Podemos observar que o parlamento ainda é machista apesar de termos ocupados espaços importantes”, disse. O parlamentar disse que a agressão foi grande contra as parlamentares. “ Elas estão exercendo legitimamente o que é de direito”, disse.

O deputado José Bonifácio (PR) negou que seja machismo. “A pressão contra  o cidadão pelo voto é deplorável e irresponsável”, afirmou ao dizer que também é solidário a questão.

A deputada Valderez Castelo Branco (PP) parabenizou as deputadas. “Nós parabenizamos porque as três entraram com processo contra as agressoras”, disse. O líder do governo, Paulo Mourão (PT) disse que o parlamento tem que ser livre e independente e respeitar a vontade popular.

A deputada Luana Ribeiro (PR) ressaltou o direito à liberdade de expressão. “Elas não foram a favor e como parlamentares constituídas pelo povo elas tem direito de votar pelas suas convicções”, defendeu. A parlamentar chegou a desafiar os que agrediram as parlamentares a se candidatarem e ocuparem o espaço que cada uma ocupa politicamente.

O deputado Ricardo Ayres (PSB) aproveitou a discussão e manifestou  seu “descontentamento” com os parlamentares que mudaram o voto com relação á redução da maioridade.