Educação

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O projeto do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), que cria salas integradas é destaque nacionalmente nos veículos de comunicação de forma negativa. O site Uol, por exemplo, publicou crítica  nesta quarta-feira, 15, ao que chamou de subcontratação na Educação em alguns estados e municípios e citou a capital tocantinense.

Segundo o site, a princípio, o objetivo do projeto do Executivo de Palmas é "ampliar as oportunidades de educação em tempo integral". Porém, ao observar as atribuições do “monitor de desenvolvimento infantil” e do “monitor de atividade de jornada ampliada de nível 1”, fica patente que são tarefas de professores”, aborda a reportagem.

A matéria ressalta ainda que a remuneração para os monitores será bem menor que o piso do magistério. “A contratação de ambos os profissionais será feita por “processo seletivo simplificado”, em condição temporária. Como justificativa é argumentado o “excepcional interesse público”. A remuneração será de R$ 1.000,00 por jornada de 40 horas semanais”, explica.

O secretário de Educação, Danilo de Melo Souza falou sobre o projeto e garantiu que não haverá substituição de professores por monitores.

Repercussão negativa

O projeto do prefeito Carlos Amastha cria 320 cargos de monitores de desenvolvimento infantil e mais 50 de monitor de atividade ampliada, todos com exigência apenas do ensino médio para substituir professores do magistério.  A aprovação do projeto gerou polêmica e até o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sintet) repudiou a iniciativa do prefeito. O assunto  repercutiu também na Assembleia Legislativa,  quando o deputado Wanderlei Barbosa (SD) disse que os professores não podem ser humilhados e devem ser tratados com respeito.

A deputada federal professora Dorinha Seabra Rezende  (Democratas) também fez críticas ferrenhas ao projeto do prefeito da capital Palmas e disse que não tem amparo legal.

Os vereadores aprovaram o projeto do prefeito em sessão relâmpago extraordinária na Câmara de Palmas no dia 1° de julho.  A Prefeitura de Palmas instituiu no projeto que cabe à pasta da Educação a cada ano os critérios de priorização de acordo com a realidade local de cada escola municipal. O projeto especifica algumas atribuições dos novos contratados como fazer atividades de recreação com os alunos, auxiliar na higiene pessoal dentre outras atividades de auxílio.