Saúde

Foto: Heitor Iglesias  Viviane Alves de Araújo, assessora da Área das Hepatites Virais do Estado Viviane Alves de Araújo, assessora da Área das Hepatites Virais do Estado

Dia 28 de julho é o Dia Mundial de Combate às Hepatites e a oportunidade para informar e sensibilizar a comunidade sobre como se prevenir e realizar o diagnóstico e tratamento destas doenças infecciosas. As Hepatites Virais são doenças causadas por vírus que afetam o fígado e são consideradas um dos graves problemas de saúde pública no Brasil e no mundo. 

“Nesta data os serviços de saúde devem intensificar os esforços para disseminar informações sobre a doença e tomar medidas para promover a prevenção e a detecção precoce, a fim de permitir que as pessoas recebam tratamento adequado em tempo hábil”, reforça a assessora da Área das Hepatites Virais do Estado, Viviane Alves de Araújo.

São conhecidos cinco tipos principais de hepatite: A, B, C, D e E. A Hepatite A e E é transmitida por alimentos e água contaminados, já as Hepatites B, C e D pelo contato com sangue contaminado ou por relações sexuais desprotegidas. 

Segundo a assessora, nas hepatites B os principais sintomas da infecção aguda pelo vírus VHB: náuseas, vômitos, mal-estar, febre, fadiga, perda de apetite, dores abdominais, urina escura, fezes claras, icterícia (cor amarelada na pele e conjuntivas). Em menos de 5% dos casos, o VHB persiste no organismo e a doença torna-se crônica. 

Já a hepatite C pode apresentar como sintoma mal-estar geral, febre, problemas de concentração, perda de apetite, náuseas, intolerância ao álcool, dores no fígado ou icterícia. A assessora ressalta ainda que atualmente são disponibilizados testes rápidos para a detecção das hepatites B e C, com resultado em 30 minutos, nas Unidade Básicas de Saúde em vários municípios e nos cinco Serviços de Atenção Especializadas (SAE) instalados em Palmas, Gurupi, Paraíso do Tocantins, Porto Nacional e Araguaína. 

“O importante é ficar atento aos sinais e sintomas e às formas de transmissão para buscar um diagnóstico precoce e início imediato do tratamento e se prevenir, tomando as precauções necessárias para que a doença não seja transmitida”, reforça Viviane. 

Hepatites diagnosticadas

No Tocantins, as campanhas educativas realizadas nas escolas e nas salas de espera em unidades de saúde têm colaborado para redução dos casos de hepatite. Dados da Gerência Estadual das DST/Aids e Hepatites Virais mostram que houve redução nos casos de hepatite A. Sendo confirmados laboratorialmente em todo o Estado 432 casos de hepatite A em 2012, 193 casos em 2013 e 244 em 2014. Em 2015, de janeiro a junho, foram confirmados 258 casos de hepatite A no Tocantins. 

Com relação à hepatite B, a redução de casos foi de 37,5%. Segundo os dados, em 2012, foram confirmados 240 casos; no ano seguinte, foram 178 casos e em 2014 com 145 casos. Dados parciais de 2015 mostram que, entre janeiro e junho, 44 casos foram confirmados. 

Com relação à hepatite C, apesar do número de casos ser bem inferior ao de casos de outras formas virais, notou-se um acréscimo nos casos. Em 2012, foram nove casos; em 2013 sete casos e em 2014 33 casos foram confirmados. Dados parciais de 2015 mostram que, de janeiro a junho, nove casos foram confirmados laboratorialmente. 

Como prevenir a hepatite A? 

•       Lavando bem as mãos após ir ao banheiro e antes de comer ou preparar alimentos;

•       Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos consumidos crus;

•       Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco;

•       Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;

•       Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o banheiro;

•       Para crianças de um a dois anos de idade, já existe no calendário de imunização vacina desde 2014 que oferece imunidade para esta forma da doença;

•       Importante consumir água tratada e filtrada. 

Como prevenir a hepatite B e C? 

•       Fazendo uso de preservativo em relações sexuais;

•       Não compartilhando objetos de higiene pessoal, como lâminas de depilar ou barbear, escovas de dente e alicates, e agulhas para confecção de tatuagem e colocação de piercings, por exemplo.

•       Realizar o acompanhamento de pré-natal também garante que não haja a transmissão vertical, isto é, da mãe para o bebê.

•       Também faz parte do calendário de imunização nacional, a vacina contra a Hepatite B que é oferecida a indivíduos até 49 anos. (Ascom Sesau)