Palmas

Foto: Antônio Gonçalves

O acréscimo de R$ 0, 45 centavos na tarifa do transporte público em Palmas foi adiado para o próximo dia 11 de agosto, segundo confirmou a Secretaria Municipal de Acessibilidade, Mobilidade, Trânsito e Transporte (SMAMTT). A tarifa sofreria aumento nessa terça-feira, 04 de agosto, no entanto, segundo a justificativa da Secretaria, com o retorno das aulas aos estudantes da Capital, os setes dias de carência são necessários para que estes se organizem. 

O aumento da tarifa foi debatido pelo Conselho de Acessibilidade, Mobilidade e Transporte (CMAMT), com aprovação dos estudos apresentados pela SMAMTT. Foi criada uma comissão que avaliou a planilha de gastos do transporte, considerando três fatores: aumento dos impostos, aumento no valor dos combustíveis e o reajuste no salário dos motoristas. A passagem que até então é de R$ 2,50, custará R$ 2,95 ao bolso dos usuários. 

Uma das justificativas da Prefeitura de Palmas para concordar com o reajuste da tarifa foi a melhoria do sistema de transporte na Capital. 

O vereador em Palmas pelo PR, Lúcio Campelo, é contra o aumento. Segundo afirmou o parlamentar em entrevista ao Conexão Tocantins na manhã desta segunda-feira, 03 de agosto, o momento é de dificuldades, não houve reajuste nos salários para justificação do acréscimo, só gerando custos ao cidadão e ainda, apontou alternativas para barateamento. "Acho que precisávamos buscar era alternativas de baratear o custeio do ônibus, de que forma: cortando despesas do município, diminuindo essas contratações, os autos salários do município, pra ver se a gente consegue uma situação melhor que é baixar o preço do transporte coletivo e uma série de outros fatores", apontou. 

Segundo o parlamentar, o problema está centrado na gestão de Palmas. "Infelizmente o problema nosso é de gestão. O prefeito (Carlos Amastha) é muito vaidoso, que mostrar serviço daquilo aonde sobrar o vintém pra ele, e a gente pagando o preço, a sociedade pagando o preço (sic)", afirmou. 

Meio fio pintado e grama morrendo 

"O que a gente vê é maquiagem", disse Lúcio ainda em entrevista ao Conexão Tocantins. "O que você vê é meio fio pintado e a grama morrendo. A sociedade esqueceu que ela pagou para plantar grama verde e hoje ela paga para manter a grama morrendo, então isso tudo acaba gerando um problema de má gestão. O poder público precisa se ater a melhorar a qualidade de vida na essência. Não adianta você ter uma cidade bonita mas a sociedade com a barriga vazia, desempregada, sem perspectiva de vida. O que a gente tem visto em Palmas, no Tocantins, e nível de brasil é isso. A sociedade brasileira começou a perder a esperança de sobrevivência e a gente precisa mudar o eixo. Precisa ter comprometimento", afirmou.