Polí­tica

Foto: Waldemir Barreto

“Nada justifica a prisão do ex-ministro José Dirceu, que não representa nenhum risco, que não pode se ausentar do País porque cumpre prisão domiciliar”, argumentou o senador Donizeti Nogueira (PT-TO), em um discurso contundente da tribuna do Senado, nesta terça-feira, 04, acusando a Justiça Federal do Paraná e o juiz “vesgo” Sérgio Moro, de prisão seletiva e delação torturada.

Donizeti cobrou uma posição de imparcialidade e argumentou que a prisão do ex-ministro foi para “ganhar holofotes” da mídia. “A quem interessa a prisão de Zé Dirceu?” questionou, para a seguir afirmar: “A uma ‘justiça vesga’ que só enxerga para a esquerda, onde há denúncias e prisões seletivas em que alguns são delatados e presos, outros são arquivados os processos, e outros até ignorados”.

Para o senador, o que acontece, hoje no Paraná é uma demonstração de interesses não confessáveis, de uma “justiça vesga” da delegacia que, segundo a própria imprensa, funcionou como comitê eleitoral do candidato de oposição à presidenta Dilma, com um juiz e promotores que promovem , segundo as redes sociais, a “delação torturada”, onde petistas são coagidos a denunciar o ex-presidente Lula para receberem benefícios e assim, serem libertos mais rápido.

Lembrando a trajetória do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar afirmou que ele representa toda uma transformação econômica e social que levou o Brasil a ser a sétima potencia mundial, com um governo de inclusão social, combate ao racismo, e crescimento econômico, e que Lula foi o grande articulador do G-20 e do BRICS – grupo que reúne o Brasil e os mais importantes países emergentes como China, Rússia, Índia e África do Sul, o que contraria interesses da direita mais atrasada do país.

“O Partido dos Trabalhadores não irá se intimidar com esse tipo de pressão”, argumentou o senador, afirmando que “esse espírito de justiceiro cego de um olho” não irá submeter o PT, que continuará lutando pela democracia, pela liberdade, inclusão social e pela justa justiça.