Polí­tica

Foto: Divulgação O deputado Elenil da Penha foi quem abriu a discussão O deputado Elenil da Penha foi quem abriu a discussão

O decreto do dia 17 de julho deste ano da Prefeitura de Palmas foi criticado durante a sessão da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 5. “Quem faz gestão está sujeito a acertos e equívocos mas esse decreto proíbe as vans de circularem na capital e quem anda de vans são as pessoas mais humildes que vem fazer tratamento na capital”, disse o deputado do PMDB, Elenil da Penha que abriu a discussão.

O decreto dispõe sobre os itinerários do serviço de transporte intermunicipal de passageiros  dentro do município de Palmas e delimita os pontos de saída das vans. “Quem está sofrendo muitas vezes é a população humilde que vem á capital para buscar a solução do seu problema e é aí que está a questão da razoabilidade”, disse o peemedebista. O parlamentar sugeriu que o caso seja repensado visando atender os anseios e necessidade das pessoas que vem fazer inclusive atendimentos de saúde.

A deputada Luana Ribeiro (PR) também fez fortes críticas ao decreto do prefeito. “Ele nem tem noção do que é precisar ir de van para casa. Vou dar um desconto ele realmente não sabe... tem que respeitar tradição e cultura dos nossos tocantinenses”, criticou.

Segundo o deputado Wanderlei Barbosa (SD), o decreto prejudica os mais humildes. “Não precisa radicalizar com relação as pessoas mais simples”, disse.

Superfaturamento na Saúde 

O parlamentar voltou a fazer duras críticas e acusações à gestão municipal da capital e disse que  há uma lavagem clara de recursos da saúde ao mencionar  acusação do  Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (Conter) que afirmou que a Prefeitura de Palmas terceirizou os serviços de radiologia nas unidades públicas de saúde da Capital por um valor dez vezes acima do valor de mercado, levantando a suspeita de superfaturamento. De acordo com o Conter, a Prefeitura de Palmas firmou contrato de um ano com a empresa Techcapital Diagnósticos & Equipamentos Médico-hospitalares no valor de R$ 4.612.704,85 milhões, montante que é avaliado pelo Conselho como ilegal e com "indícios claros de superfaturamento".

Wanderlei disse que vai convocar o presidente do Conselho para esclarecer as informações. “A cada real gasto eles gastaram 10”, disse.

O parlamentar criticou também a Câmara e os vereadores da base do prefeito que segundo ele “protegem malandragens feitas pelo governo que faz show para desviar recurso desviado da saúde, desvalorização dos profissionais da saúde e recursos de lavagem de dinheiro para comprar grama”, disse.

O deputado do PSB, Ricardo Ayres rebateu as críticas de Wanderlei.