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A matéria veiculada pelo Conexão Tocantins em que aborda a deficiência das Escolas de Palmas com a falta de professores foi comentada pelo deputado estadual Wanderlei Barbosa (SD) nesta quarta-feira, 12 de agosto, na tribuna da Assembleia Legislativa do Tocantins. O parlamentar lembrou a aprovação, em 1° de julho, do projeto pela Prefeitura de Palmas que cria mais de 300 cargos de monitores em substituição dos professores de magistério e criticou os salários. 

De acordo com o deputado Wanderlei, os professores qualificados com nível superior que deveriam receber R$ 3.400 estão se submetendo a ganhar um salário na faixa de R$ 1.000 como monitores, cuidadores. "É uma atitude que considero imoral pela desvalorização do professor no nosso Estado. Principalmente porque é na capital, no centro administrativo desse Estado, mas o prefeito achou por bem desvalorizar a educação", alfinetou. 

O deputado aproveitou para dizer que o prefeito de Palmas, Carlos Amastha, prefere pintar meio fio do que cuidar das escolas. "A educação é o início de tudo, as nações que evoluíram na vida, que cresceram, que deram certo, elas partiram do princípio que educação é a base, mas para o prefeito de Palmas que disse que ia fazer tudo diferente ele está fazendo: entra nas escolas hoje, visitem as escolas, o prefeito acha muito mais importante pintar o meio fio da cidade do que pintar uma escola e quando pinta é superfaturada. A educação de palmas não está agradando", disse.  

Outros pontos não agradam 

O deputado ainda criticou outros pontos, que segundo ele, também não estão agradando. "As pessoas não estão satisfeitas com o transporte coletivo urbano. Pesquisa recente mostra que mais de 50 % da população ouvida na pesquisa não gostam da maneira como são tratadas no ponto de ônibus", informou e continuou: "36 banheiros químicos e 18 tendas de 3x3 foram contratadas por três meses por quase R$ 1 milhão. Dava para comprar todo esse material. Dispensaram a licitação e foram lá e alugaram. O transporte escolar também vamos investigar pois já fizeram algumas reclamações", afirmou. 

Wanderlei Barbosa disse que subiu no palanque de Amastha e depois conheceu quem era o gestor. "Subimos no seu palanque levando seu nome por esse município com uma proposta nova e depois nós passamos a conhecer o prefeito que pinta meio fio, que pinta grama mas não cuida das escolas", disse.