Economia

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O consumo das famílias palmenses continua em queda na Capital. As quedas vêm ocorrendo mês a mês desde fevereiro último. É o que aponta a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias de Palmas (ICF), do mês de agosto. O índice geral, que em julho foi de 95,9 pontos, em agosto caiu para 92,9 pontos, recuando 3 pontos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda chega a 22,8 pontos. A ICF é realizada mensalmente pela Fecomércio Tocantins em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

No quesito consumo atual 61,1% responderam que estão comprando menos do que o mesmo período de 2014. A perspectiva de consumo para os próximos meses revelou que 52,1% disseram que será menor se comparada aos últimos seis meses do ano passado. Outro quesito negativo apontado foi quanto ao acesso ao crédito ou empréstimo, quando 74,2% disseram que está mais difícil.

Segundo o presidente do Sistema Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni, em um ano de economia recessiva como este essas quedas eram esperadas. “Enquanto o cenário do consumo continuar negativo, não há outra saída para o empresário se não reduzir custos e evitar despesas que não sejam essenciais”, ressaltou Pisoni.

No quesito sobre a perspectiva profissional para os próximos seis meses 45,2% dos entrevistados mostraram-se negativos. Já quanto ao momento para consumo de bens duráveis, 48,3% disseram que este é um período ruim para esse tipo de aquisição.

A condição da renda familiar atual revelou que 54,6% das famílias afirmaram estar melhor. Já a situação do emprego apontou que 72,9% disseram estar mais seguros quanto a sua ocupação atual.

Realizada mensalmente pela Fecomércio Tocantins, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a ICF entrevistou 500 famílias nos últimos dez dias do mês de julho em Palmas. A pesquisa levanta sete itens junto aos consumidores, quais sejam: situação do emprego, perspectiva profissional, situação de renda, acesso a crédito ou empréstimo, consumo atual, perspectiva de consumo, e momento para consumo de bens duráveis. Os números aqui destacados foram obtidos do índice geral, ou seja, das duas categorias de famílias pesquisadas: as que ganham até 10 salários mínimos/mês e as que percebem acima desse montante mensalmente.