Polí­tica

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O deputado estadual Elenil da Penha (PMDB) reforçou, esta semana, seu posicionamento contrário ao decreto da Prefeitura de Palmas, suspenso até 15 de setembro, que proíbe as vans de oferecer, na capital, um de seus principais serviços: deixar o passageiro no destino. “Desde o começo dessa discussão, tenho deixado claro o meu descontentamento com essa medida. Por mais que a intenção do prefeito Carlos Amastha seja boa, que é organizar o trânsito e trazer segurança aos palmenses, está claro que o decreto irá prejudicar milhares de pessoas que, todos os dias, usam as vans e micro-ônibus para vir do interior à capital”, afirmou o parlamentar, durante audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa (AL) nesta quinta-feira, 27, para discutir o transporte intermunicipal.

Elenil defendeu o diálogo entre as categorias envolvidas a fim de buscar o entendimento. “O diálogo é capaz de construir caminhos extraordinários. O decreto envolve interesses de motoristas de vans, taxistas, mototaxistas e outras categorias profissionais. Cada um destes segmentos tem direito de se manifestar e defender o seu ponto de vista. Respeito a opinião de todos, mas a minha preocupação principal é com o passageiro, com o cidadão humilde que sai de sua casa com dinheiro contado e vem a Palmas, por exemplo, cuidar da saúde, resolver um problema burocrático ou visitar um parente. Com o decreto, a Dona Maria, idosa, carente, que mora em uma cidadezinha do interior e precisa vir a capital fazer uma consultar médica, terá que pagar um táxi para ir ao destino e também para voltar até o ponto de parada. O custo de uma corrida é alto e, quase sempre, é mais caro que a própria viagem. Não é justo, nem respeitoso com esta senhora”, explicou o deputado.

O parlamentar disse que espera que o decreto continue sendo amplamente discutido e a prefeitura formule uma nova proposta, que contemple os interesses das categorias envolvidas, sem trazer prejuízos para os passageiros. “Na reunião que eu e outros deputados tivemos com o prefeito, foram apresentadas ao município algumas propostas. Uma delas, que achei bastante interessante, flexibiliza o decreto, permitindo que as vans deixem os passageiros no destino, pelo mesmo valor de antes, desde que os veículos sejam fiscalizados nos pontos de parada definidos pela prefeitura. Precisamos, juntos, discutir e avaliar melhor esta e outras ideias a fim de possibilitar uma solução harmônica para este impasse”, finalizou Elenil.