Polí­cia

De acordo com informações repassadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), aconteceu nesta última quarta-feira, 2 de setembro, um acidente de trânsito em Fortaleza do Tabocão, na BR 153, às 10h30min, que vitimou Marinez de Melo Santos, 47 anos de idade. Segundo a PRF, uma peça de uma das lonas do freio de um caminhão soltou e um pedaço de metal atingiu a pedestre que estava na proximidade da pista. 

Segundo a PRF, testemunhas informaram que o veículo parou no local e posteriormente evadiu-se. O veículo e condutor envolvido no acidente ainda não foram encontrados pela polícia e, segundo a PRF, as buscas continuam. 

A pedestre faleceu durante atendimento no Posto de Saúde de Fortaleza do Tabocão/TO. A vítima era natural de Princesa Isabel/PB e estava acampada no Acampamento do MST Olga Benário, BR 153, KM 373, Zona Rural, Fortaleza do Tabocão.

MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Tocantins (MST), informou que a vítima morreu não em decorrência da peça que soltou-se mas sim de um atropelamento. De acordo com o MST, o caminhão invadiu o acostamento atropelando a camponesa que aguardava o fluxo do trânsito diminuir para realizar travessia. "O condutor do veiculo pode ter agido intencionalmente, principalmente pelo fato do caminhão continuar andando como se nada estivesse acontecido", informou o MST em nota. 

O MST informou que a vítima vivia acampamento há mais de cinco meses com objetivo de conquistar um pedaço de Terra para trabalhar e viver. Ela deixa esposo, três filhas e três netos. O MST ainda encaminhou nota de pesar. Confira abaixo a íntegra da nota.

Nota de Pesar

Os movimentos Sociais do Campo do Estado do Tocantins estão em luto pela tragédia inaceitável ocorrida no acampamento Olga Benário, situado às margens da Rodovia Belém Brasília, BR-153, município de Fortaleza do Tabocão- TO, próximo ao posto Tabocão, que ceifou a vida da companheira militante Marinês de Melo Santos, uma camponesa que lutava incansavelmente com objetivo de conquistar um pedaço de terra e ao mesmo tempo fugir da estressante correria da cidade, a mesmo deixa esposo, filhas e netos. 

Como movimento social, queremos levar um abraço solidário a todos familiares e amigos. Se é que possamos fazer alguma coisa para aliviar vossas dores...

 E que esta tragédia, sirva pelo menos para que o governo tomem medidas para assentar as famílias acampadas no estado do Tocantins.

 Profundamente consternados,

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST-TO