Polí­tica

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Os deputados estaduais do Tocantins comentaram o cenário financeiro e político nacional na sessão desta quinta-feira, 17 de setembro, na Assembleia Legislativa. Quem iniciou a discussão foi o parlamentar José Roberto Forzani (PT). Segundo o deputado, a aliança conservadora do PSDB usa a imprensa para difamar, mentir e caluniar o Partido dos Trabalhadores que tem Dilma Rousseff como presidente do Brasil. “Usam uma concessão pública pra fazer campanha partidária durante o ano inteiro”, disse. 

Forzani ainda criticou a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que nesta última quarta-feira, 16, votou contra a proibição de empresas doarem para campanhas eleitorais. De acordo com o José Roberto, a não proibição é o primeiro passo para transformar a eleição numa disputa de quem tem mais dinheiro. “Foi uma vergonha o que nós sentimos como brasileiros do que foi o voto daquele elemento que está lá no Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O ministro usou quase quatro horas, atacou o Partido dos Trabalhadores e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Não tem condições de uma pessoa daquela ser ministro”, afirmou. 

Olyntho Neto, deputado pelo PSDB, defendeu. “Um voto muito bem embasado, bem sustentado, conciso. Considero uma obra prima o que disse o Gilmar Mendes ontem no julgamento”, afirmou. 

Já o deputado José Bonifácio (PR) levou um jornal e leu a manchete em que o senador Ataídes Oliveira (PSDB) diz que o governo está dando um tiro na cabeça com a proposta da presidente Dilma Rousseff de recriar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). “O imposto da CPMF é o imposto mais justo do mundo desde que se diminuam os outros impostos. Vamos eliminar o imposto de renda e vamos colocar a CPMF. Agora, colocar a CPMF sem diminuir os outros impostos é só acabar mais ainda com a renda do brasileiro, com o emprego, com o desenvolvimento do País”, disse. 

Bonifácio disse que o País vive no caos porque o próprio Governo Federal assim o colocou. “O governo que fez o estelionato eleitoral, que maquiou tudo, que engendrou tudo”, afirmou. Segundo Bonifácio, os estados estão mais quebrados do que a União. “E os municípios mais quebrados que os Estados e a União. Os estados estão com a boca aberta esperando ganhar migalhas. Os estados não estão vendo horizontes”, disse. 

O parlamentar chegou a chamar a presidente Dilma de histérica. “O País não cresce, não se recupera se a presidente Dilma continuar tentando fazer de conta que é presidente. A presidente deu para ameaçar o povo, a presidente Dilma está ficando histérica. Ela perdeu a confiança do povo brasileiro”, concluiu. Forzani defendeu o governo. “Primeiro que o País não precisa ser salvo. Ele já o foi em 2003 quando elegemos o presidente Lula. Esse argumento não consegue enganar a população”, rebateu. 

Resolver o problema da economia 

O deputado Eli Borges (Pros) defendeu que quando o momento é de crise, corta-se os supérfluos. "O País está vivendo uma crise e a reposta disso é cortar aquilo que nesse momento não resolve as demandas do País. Esta ação da presidente Dilma de cortar milhões do Sistema S foi uma ação que eu tive que louvar", afirmou. Eli Borges, entretanto, afirmou que "a sociedade brasileira está gritando: Nós não queremos mais imposto. Não é momento de pensar em impostos como solução de problemas orçamentários ", frisou. 

O deputado aproveitou para criticar o sistema de salários no Estado do Tocantins. Segundo Eli, inúmeros servidores recebem salários altíssimos "que só não é mais, porque já chegou no teto. E tem um grupo de funcionários que ganham tão pouco e que estão dizendo: Eu quero aumento. Nós temos que parar!", afirmou.